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As diferentes formas de tragar um vaporizador

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Tempo de leitura: 4 minutos

Para quem é fumante, não há segredo em tragar um cigarro, o ato é praticamente automático. Mas no vaping existem diversos métodos de tragar (inalar seria o termo mais correto) que podem não ser tão naturais para novatos.

Os dois mais conhecidos são chamados de MTL (Mouth To Lung) que se traduz em “Boca Para o Pulmão” e DLI (Direct Lung Inhale) ou “Inalação Direta para o Pulmão”.

Curiosamente os termos usados por aqui são os mesmos, não temos o costume de usar as siglas traduzidas que pela lógica seriam BPP ou IDP.

Cada técnica produz um resultado e principalmente uma experiência diferente, portanto vamos conhecer os métodos disponíveis.

Mouth To Lung (MTL) ou Boca Para o Pulmão (BPP)

Técnica que mais se assemelha ao ato de fumar, como o próprio nome já diz. Primeiro o vapor é puxado para a boca e só depois passa aos pulmões, inalando um pouco de ar junto e exalando em seguida, por este motivo é o mais indicado para quem está trocando os cigarros pelo vaping, por sua familiaridade.

Combina mais com aparelhos de menor potência e bobinas com resistências mais altas (acima de 1 ohm), caso contrário o vapor pode ficar muito quente.

Produtos específicos para essa tragada são chamados de Pod System ou Sistema de Cartucho, aparelhos de baixa potência, tragada restrita e pouca produção de vapor, normalmente acompanhados de líquidos com concentrações maiores de nicotina, para tentar se aproximar ao nível dos cigarros.

Os atomizadores indicados para este método são aqueles com controle de fluxo de ar mais restrito. Os líquidos que combinam com este tipo de tragada são com menor quantidade de Glicerina, portanto menos viscosos.

Teoricamente qualquer atomizador pode ser usado para MTL, bastando o uso de bobinas apropriadas, potências baixas e restrição do fluxo de ar, porém os modelos não específicos não fazem um trabalho muito bom e podem deixar o consumidor insatisfeito.

Vantagens

  • É o método mais natural para quem quer parar de fumar, por se assemelhar com o ato de tragar um cigarro, portanto mais fácil de se acostumar com a troca;
  • Por usar uma bobina com resistência de maior valor em ohms, será utilizada uma potência menor, aumentando a autonomia da bateria do aparelho;
  • Menor consumo de líquido por ter uma inalação mais lenta;

Contras

  • Em comparação com a Inalação Direta para o Pulmão, pode parecer “fraca” ou “insatisfatória” caso o consumidor já esteja acostumado;
  • A tendência do mercado em geral (exceto Pod Systems) está nos equipamentos que não beneficiam este método de tragar;

Direct Lung Inhale (DLI) ou Inalação Direta para o Pulmão (IDP)

Consiste em inalar o vapor diretamente para o pulmão, sem escalas na boca, como o ato de puxar o ar profundamente, similar ao consumo de Narguile.

Normalmente utiliza-se uma potência mais alta que produz um vapor mais quente, denso e em maior volume, sendo indicado um fluxo de ar mais aberto.

Os líquidos para esse tipo de tragada devem conter nicotina em baixa concentração.

Excetuando-se os Pod Systems, a maior parte do mercado de aparelhos de vaporização está direcionada para este tipo de tragada.

Vantagens

  • Comparado ao MTL, dá uma sensação mais “cheia” e teoricamente mais satisfatória, apesar de isso ser relativo;
  • A produção de vapor e sabor é muito maior;
  • O arranhar na garganta, característico da nicotina, é mais percebido nesta tragada, o que é um apelo para muitos fumantes;

Contras

  • Exige certa adaptação para evitar tosses e engasgos;
  • É mais propenso à dry hits (queima do algodão da bobina) pelo uso de potências mais altas e mais rápida vaporização do líquido consumido;
  • O consumo é maior;
  • Baterias são drenadas muito mais rápido;
  • Os equipamentos tendem a ser mais caros e exigem mais conhecimento técnico para o uso com segurança;

Outros métodos

  • Inalação híbrida– É a junção das duas técnicas. Interessante para testar líquidos, envolvendo primeiro a tragada MTL seguida da DLI. A boca é preenchida com vapor e quando for realizada a inalação, é feita com o aparelho ainda acionado, puxando o vapor da boca e também diretamente do atomizador, unindo um pouco de cada estilo.
  • Inalação francesa– Mais um truque do que um método propriamente dito, quando o vapor é puxado para a boca e depois lentamente solto e inspirado pelo nariz.

Outros fatores relevantes

  • Expiração – Expirar pelo nariz utiliza seu senso de olfato para aumentar a sensação de percepção do vapor e do sabor. Algumas pesquisas indicam que a nicotina é melhor absorvida pelas membranas do nariz do que do pulmão.
  • Airflow (fluxo de ar) – O fluxo de ar é muito importante nos atomizadores e define grande parte da experiência. Atomizadores de fluxo fechado são mais indicados para MTL enquanto os atomizadores de fluxo aberto para DLI.
  • Drip Tips (piteiras) – Muitas vezes subestimadas, o design das drip tips contribui muito para a experiência e suas características variam bastante: comprimento, desenho, largura, anatomia, etc.

Conclusão

Na opinião de consumidores, principalmente novatos, a tragada MTL é mais familiar e apropriada para uma transição mais fácil dos cigarros para o vaping. A tragada DLI exige mais adaptação e também o investimento em equipamentos específicos, mais caros e que precisam de maior conhecimento.

É comum consumidores iniciarem o processo de transição com Pod Systems, mais baratos e fáceis de usar, porém com concentrações de nicotina mais altas para se assemelhar aos cigarros e depois migrarem para aparelhos que entreguem uma experiência de tragada DLI, diminuindo a concentração de nicotina consumida e estabelecendo um plano de redução da substância, para enfim largar o consumo também de vaporizadores.

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