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É possível ter overdose de nicotina?

Apesar de não ser obrigatório, o consumo de nicotina nos líquidos para cigarros eletrônicos existe para saciar o vício químico, ajudando as pessoas a parar de fumar, imitando não apenas o ato de tragar e soltar “fumaça” como também entregando nicotina ao cérebro.

É por este motivo que o vaping possui quase 2x mais eficácia do que os métodos clássicos anti-tabagistas como adesivos, remédios e gomas de mascar. Mas será que é possível ter uma overdose de nicotina através do vaping? E esta overdose pode ser fatal?

A grande sacada da vaping é que a concentração de nicotina pode ser variável e uma pessoa pode escolher aquela que mais lhe agrade com a possibilidade de diminuir gradativamente até zerar e assim retirar o papel do vício químico, mantendo talvez o vício mecânico e então com o tempo perder até este, largando totalmente o hábito.

Porém existe uma possível brecha de segurança, quando as pessoas passam a consumir líquidos com nicotina de concentração muito alta em aparelhos de grande vaporização ou ainda aqueles que optam por fazer seus próprios líquidos e lidam com nicotina concentrada que pode levar a uma overdose.

Dose mortal de nicotina

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Existem informações contraditórias à respeito da dose de nicotina necessária para matar uma pessoa.

Estudos em ratos sugerem que ela é um dos componentes mais tóxicos do mundo, com uma dose letal avaliada em 1ml/kg corporal. Ou seja, se você consumir em ML o equivalente ao seu peso (80ml de nicotina pura para alguém com 80kg por exemplo) você vai morrer.

O próprio CDC – Center of Disease and Control alerta que a dose média necessária para matar um ser humano é de apenas 50mg a 60mg o equivalente a 40mg/m3 por 30 minutos assumindo um ritmo de 50 litros por minuto e 100% de absorção.

Porém outros estudos sugerem que você precisa consumir muito mais, já que casos de overdose mortal de nicotina são extremamente raras e existem casos documentados de ingestão muito maior sem morte, o que leva alguns pesquisadores a afirmar que é preciso de uma dose de 500mg a 1000mg para efetivamente matar um adulto.

Outra questão debatida é que é virtualmente impossível morrer por consumo de nicotina pois nesta quantidade ela teria que ser ingerida por via oral e a reação do organismo é sempre causar vômitos, o que impediria que ela fosse efetivamente absorvida e portanto causar morte.

O mais comum são crianças que comem cigarros aí a coisa complica e os casos são mais frequentes.

Comer 5 cigarros já pode ser fatal para uma criança.

Overdose de nicotina

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Apesar de dificilmente ser letal, uma overdose pode ocorrer e trazer reações desagradáveis.

Antes do vapor, uma overdose de nicotina era possível quando uma pessoa usava vários tipos de fontes de nicotina ao mesmo tempo, fumando, usando adesivos e gomas de mascar, recebendo nicotina de várias fontes diferentes.

Com a invenção dos cigarros eletrônicos, o consumo inicial de líquidos foi em quantidades que variavam de 0mg (sem nicotina) até 36mg, porém valores maiores eram possíveis e quaisquer outros intermediários como 12mg, 16mg, 18mg e 24mg. Nesta época era utilizada apenas o tipo de nicotina Freebase e os aparelhos possuíam baixa potência e pouca vaporização de líquidos, como as famosas canetinhas e os sistemas que imitavam o formato de um cigarro, muitos deles descartáveis, portanto a quantidade de 36mg era consumida sem problemas.

Devemos lembrar que existe uma grande diferença entre a concentração de nicotina informada no frasco do líquido e a quantidade de nicotina efetivamente absorvida pelo organismo, sendo esta muito menor.

Com o passar do tempo os equipamentos começaram a ficar mais potentes e a vaporizar uma quantidade muito maior de líquido, obrigando a concentração de nicotina oferecida pelo mercado a ser menor, pois a nicotina Freebase é muito alcalina o que provoca um forte efeito de arranhar na garganta. Porém, caso este efeito não fosse suficiente como barreira natural de consumo, uma overdose passou a ser possível.

Por ser um produto de fácil produção, os líquidos para cigarros eletrônicos rapidamente começaram a ser feitos pelos próprios consumidores, pois levam apenas uma mistura de Propilenoglicol, Glicerina, essências de sabor e nicotina concentrada.

Isso também abriu margem para possíveis overdoses, pois ficou à cargo do usuário dosar corretamente os ingredientes e caso exista um exagero na dose de nicotina, pode-se consumir líquidos muito fortes.

Atualmente as concentrações de líquidos comerciais mais oferecidas são de apenas 3mg até no máximo 6mg o que mesmo em aparelhos potentes e de grande vaporização torna uma overdose de nicotina pouco provável.

Porém há alguns anos foi introduzida ao mercado a nicotina do tipo Nicsalt cuja composição molecular tem uma absorção maior e a torna muito menos alcalina, podendo ser consumida em concentrações muito maiores como 50mg por exemplo, sem a sensação de arranhar a garganta. Este tipo de nicotina precisou ser acompanhada de um tipo específico de aparelho, menor e menos potente, batizado de POD, para oferecer uma vaporização muito menor, desta forma imitando mais fielmente a sensação de fumar e conseguindo grande sucesso no mercado do mundo todo.

Neste caso, a overdose de nicotina é possível ao tentar consumir este tipo de produto em aparelhos de maior capacidade de vaporização, pois não há o arranhar caraterístico da nicotina Freebase que agia como impeditivo natural de consumo exagerado.

Líquidos com nicotina do tipo Nicsalt devem ser consumidos apenas em sistemas de baixa capacidade de vaporização, sejam PODS ou equipamentos apropriados e em baixa potência.

Para saber tudo sobre nicotina, leia o nosso artigo Tudo Sobre a Nicotina no Vaping.

Reações adversas da overdose de nicotina

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Ao consumir muita nicotina, o corpo tende a reagir em duas etapas:

Nos primeiros 15 a 60 minutos, os sintomas são atrelados a efeitos estimulantes como:

  • Excesso de saliva
  • Enjôos
  • Dor de estômago
  • Vômito
  • Perda de apetite
  • Desidratação
  • Irritação nos olhos
  • Dor de cabeça
  • Tontura
  • Tremores
  • Ansiedade e inquietação
  • Confusão
  • Sudorese
  • Tosse
  • Respiração rápida
  • Taquicardia: aumento dos batimentos cardíacos
  • Pressão arterial elevada

Após esta primeira etapa, o corpo começa a receber um efeito desestimulante e depressor, cujos sintomas aparecem após algumas horas, que podem incluir:

  • Baixa pressão arterial
  • Bradicardia: diminuição dos batimentos cardíacos
  • Falta de ar
  • Diarréia
  • Fadiga
  • Fraqueza
  • Palidez

Em casos extremos:

  • Epilepsia
  • Coma
  • Dificuldade em respirar
  • Parada respiratória

Saiba o que está fazendo

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O ideal é sempre saber o que está fazendo para evitar problemas e temos muito material aqui no Vapor Aqui para você ter o conhecimento necessário.

Os artigos mais relevantes que complementam este assunto são:

Algumas fontes

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3880486/

https://www.cdc.gov/niosh/idlh/54115.html

https://link.springer.com/article/10.1007/s00204-013-1127-0

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