6.1 milhões de Europeus pararam de fumar usando vaporizadores

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Um novo estudo conduzido pelo Professor Konstantinos Poulas mostra que mais de 6 milhões de fumantes da União Européia pararam de fumar e mais 9 milhões diminuíram o consumo de cigarros usando os cigarros eletrônicos.

Cientistas da Universidade de Patras na Grécia, O Centro Onassis de Cirurgia Cardíaca, também na Grécia e o Instituto Nacional Francês de Pesquisas Médicas e de Saúde analisaram dados Eurobarómetros de 2014. Eurobarómetros são pesquisas de opinião pública realizadas na Europa com frequência desde 1973 com todo o tipo de assunto ou pauta.

Os dados sobre fumantes e o uso de cigarros eletrônicos revelam que 48.5 milhões de pessoas alguma vez utilizaram os ecigs e que 7.5 milhões são usuários atuais. Entre os usuários atuais, 35.1% pararam de fumar enquanto 32.2% reduziram seu consumo de cigarros.

É provavelmente a primeira vez que encontramos dados desta magnitude, em uma amostra tão grande da população. Os dados também mostram um impacto positivo dos aparelhos em relação à saúde pública por duas principais razões: a primeira, há um alto índice de pessoas que param ou diminuem seus hábitos de fumar e segundo, o uso dos ecigs está praticamente todo confinado à fumantes e ex-fumantes, sendo os não fumantes uma parcela mínima que utiliza o aparelho.

A preocupação é sempre grande que os cigarros eletrônicos não conquistem os não fumantes e sejam uma porta de entrada para a dependência e até uma ponte de ligação ao cigarro tradicional, porém pesquisadores continuam observando a tendência disso não acontecer. Jacques Le Houezec, neurocientista e pesquisador do Instituto Nacional Francês de Pesquisas Médicas e de Saúde diz que:

“Em não fumantes nós observamos alguma experimentação, mas o uso regular é mínimo. Apenas 1.3% de não fumantes reportam que eventualmente consomem nicotina em aparelhos de cigarro eletrônico e apenas 0.09% utilizam os aparelhos de forma diária. Na prática não podemos dizer que existe atualmente o uso de cigarros eletrônicos com nicotina por pessoas não fumantes, portanto a preocupação de que os dispositivos sejam uma porta de entrada aos cigarros é rejeitada por nossas descobertas.”

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