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Youtube – análises de juices e como tirar mais sabor dos líquidos

O Vapor Aqui já realizou muitas análises de juices e muitas outras estão por vir, então para saber como fazemos este conteúdo e de quebra saber como tirar mais sabor dos seus líquidos, confira esta matéria ou assista nosso vídeo no YouTube.

Este mesmo conteúdo está no YouTube, confira no link abaixo:

Apesar de terem sido inventados para se parar de fumar, os cigarros eletrônicos não precisam ser apenas uma mera ferramenta para deixar o tabagismo, já que temos no vapor a possibilidade de conseguir diversas experiências sensoriais muito agradáveis, que inclusive servem de alavanca para nos manter longe dos cigarros, pois os sabores que sentimos são muito mais prazerosos do que fumar.

Eu já provei mais de 2 centenas de líquidos nacionais e importados, já fiz litros e mais litros de meus próprios juices então posso dizer que tenho certa propriedade para falar sobre o assunto.

O Vapor Aqui já possui muitas análises de juices nacionais e importados tanto no site quando aqui no canal do YouTube, é um trabalho bastante criterioso e dedicado à entregar a melhor informação possível para traduzir conceitos bastante subjetivos em uma análise a mais objetiva possível.

Algumas pessoas são resistentes a este tipo de conteúdo, afinal de contas, gosto é algo pessoal e o melhor juice para mim pode ser o pior para você e vice-versa. Eu concordo plenamente e inclusive costumo brincar que eu gosto de ostra crua e bife de fígado, então dizer se gostei ou não de um líquido pode ser completamente irrelevante para você. É exatamente por esse motivo que eu evito dizer se achei um juice bom ou não, mas então como fazer uma análise que sirva pra alguma coisa?

A melhor e talvez única forma é descrevendo os sabores, notas e a experiência, comparando com concorrentes e principalmente com a proposta oficial da marca, para então deixar que VOCÊ decida se é algo que vai ou não lhe agradar.

Seria incoerente e até desrespeitoso de minha parte abrir um líquido e prová-lo na frente da câmera dizendo a primeira coisa que me vem à cabeça, se é um morango docinho tipo iogurte, se é uma balinha de cereja ou se parece com isso ou aquilo.

Penso em todo o trabalho dedicado ao desenvolvimento daquela receita, tempo e dinheiro investidos e não acredito que fazer isso seria justo com a marca que gentilmente me encaminhou um produto para análise.

Isso porque existem diversos tipos de aparelhos no mercado cuja experiência muda muito entre eles e para conseguir realmente descrever um líquido é preciso de tempo e dedicação em diversos testes. Analisar um líquido em coil e algodão novos é uma situação completamente irreal do dia a dia, afinal de contas ninguém troca todo o seu setup para cada juice que vai usar.

É por isso que um dos grandes diferenciais das análises do Vapor Aqui são estes testes realizados em vários aparelhos e em diversas potências para que eu possa corretamente descrever para você o que um juice entrega em seu sabor.

A maioria dos vapers, principalmente novatos, usam atomizadores de coilhead em que os líquidos são colocados em sequência um após o outro, portanto os sabores precisam competir entre si. De nada adianta que um produto possa ser sentido apenas em coil e algodão novos e desapareça quando usados de outra forma.

É por isso que estabelecemos 5 critérios de análise, para então chegarmos numa nota final.

Embalagem

O primeiro critério é a análise da embalagem. O tipo de frasco usado, seu rótulo e as informações oferecidas ao consumidor são parte integrante da experiência. Se é fácil de usar e se tem boa qualidade, seu formato, se tem ponta fina, oferece lacre e mecanismos de segurança, principalmente informações necessárias para seu uso.

Para dar essa nota comparo o produto com seus concorrentes e no que o mercado definiu como padrão.

Os pontos de crítica mais comuns são produtos sem informações de segurança com avisos essenciais como “mantenha longe de crianças e animais” e “este produto contém nicotina”. É preciso ter coisas obrigatórias como o percentual de nicotina do produto, descrição do sabor, ingredientes e em casos um pouco mais subjetivos, identidades visuais amigáveis que não sejam confusas ou poluídas demais, o que que dificulta a leitura das informações e a identificação do produto.

Vapor

O segundo critério é o item mais fácil de analisar pois é quase uma ciência exata e o costume de vaporar já dá bastante certeza da nota. A produção de vapor tem que ser condizente com o percentual informado. Se houver pouco vapor e o percentual de glicerina informado for alto, perde pontos. O mercado praticamente se nivelou na combinação de 70% VG e 30% PG, mas existem exceções e a gente analisa tudo com bastante critério.

Sabor

O terceiro quesito é o sabor e um dos mais importantes, é a nota que define o quanto um juice é saboroso e qual é a intensidade deste sabor. É muito importante salientar que pode ser de um sabor que não me agrade especificamente, mas se ele possui notas definidas, se ele consegue entregar 2 ou 3 sabores que são facilmente identificados individualmente, mas que ao mesmo tempo combinam harmoniosamente entre si, recebe uma nota alta.

Para isso eu utilizo dois tipos de atomizadores nas análises. Nos drippers uso algodão específico para o vaping e coils não muito complexas, normalmente Claptons e Fused Claptons, isso porque não posso nivelar muito alto e usar coils que não sejam de fácil acesso para o público em geral, pois não posso analisar um líquido usando uma fused staggered stapled tomahawk braided clapton duplo twisted carpada que poucas pessoas vão ter no seu dia a dia.

Outra coisa muito importante para definir esta nota é como ele se comporta em atomizadores de coilhead, usados pela maioria dos vapers, principalmente novatos. De nada adianta ser extremamente suave e funcionar somente quando consumido em um setup tipo dripper que naturalmente oferece mais sabor.

Em ambos os tipos de atomizadores também faço testes provando juices na sequência, um após o outro, para ver como se comportam quando competem com outros sabores. Isso me permite determinar a intensidade do sabor, pois é uma situação real de uso no dia a dia de um vaper. O produto tem que ser capaz de dominar a experiência, se fazer presente e entregar um bom sabor mesmo com uso prévio de outro líquido, afinal de contas quem tem um atomizador para usar com um único líquido?

Experiência

A experiência é outro dos mais importantes critérios, voltado à sensação que o líquido apresenta, sempre baseada na descrição oficial do produto pelo fabricante. Se uma marca diz que seu líquido é um “uma deliciosa torta cremosa de limão com toque de tangerina e notas de morango” quero sentir exatamente isso, mesmo que eu odeie todos esses ingredientes, quanto mais o produto atingir o objetivo, mais alta é a nota que ele recebe. É por isso que gosto tanto de fabricantes que declaram descrições oficiais para seus juices, que ainda bem são a maioria do mercado, pois assim e tenho um ponto de referência. Caso ele não tenha, eu preciso especular um pouco.

Com este critério, um juice pode ser delicioso ao meu gosto, mas se não entregar exatamente aquilo à que se propõe, perde nota.

Custo benefício

O último item é o quanto o produto vale no mercado em comparação com seus concorrentes. Se os critérios anteriores tiverem notas altas, porém o mercado oferecer produtos similares à preços mais competitivos, perde nota neste quesito. Também levo em conta a dificuldade de obter o produto no mercado brasileiro, dependendo de importação e preços em dólar.

Um líquido pode ser apenas razoável, mas se for bastante acessível, vai se sair melhor neste critério, o inverso também é verdadeiro, não adianta de nada ser delicioso e caro demais quando comparado com seus concorrentes.

Como tirar mais sabor dos juices

E agora que você sabe como analisamos os líquidos no Vapor Aqui, que tal saber como tirar mais proveito do que você anda vaporando?

O sabor que você recebe dos líquidos é uma equação que envolve vários fatores, sendo a qualidade do juice apenas um deles.

É preciso ter um equilíbrio entre o potencial de vaporização do seu aparelho e capacidade que você tem de tragar o vapor.

Um exemplo prático, se você estiver em baixa potência e com o fluxo de ar muito aberto, vai inalar mais ar do que vapor e consequentemente terá menos sabor. O inverso também pode ocorrer, vaporizar líquido demais e não ser capaz de inalar o suficiente, recebendo gotículas de líquido quente na boca o que não é nada agradável e conhecido como spitback.

O resultado da experiência depende de uma série de fatores e pode sofrer alterações dependendo de coisas como tipo de coil, algodão, qual é o atomizador usado, a potência utilizada e até o tipo de tragada.

Fazendo uma escala de sabor, temos em último lugar os aparelhos tipo POD seguidos pelos atomizadores tipo MTL cuja tragada é indireta e chamada de boca para o pulmão, igual ao cigarro. A menor vaporização de ambos os casos resultam em menor percepção de sabor, o que não é exatamente ruim pois são experiências diferentes que inclusive muitas pessoas preferem quando comparadas ao outro tipo de tragada, chamada DL ou direto para o pulmão.

Os sistemas DL possuem maior vaporização e na escala de sabor começam com os tipos coilhead que são bobinas manufaturadas que bastam ser rosqueadas nos aparelhos para uso. Elas possuem coils na vertical e dentre estes tipos os de fio simples ou duplos oferecem menos sabor, enquanto as coilheads de malhas ou mesh já conseguem entregar mais sabor.

Em todos estes casos, são bobinas com coils na vertical em que o ar não passa atravessando diretamente a coil nem o algodão, o que contribui para um menor sabor, mas nem de longe insatisfatório.

Para se conseguir o melhor sabor precisamos nos voltar para coils mais complexas com algodão montado na horizontal, em que ar passará diretamente pelo estrutura montada.

Existem muitos tipos de coils dos mais variados modelos e aqui abrimos um leque gigantesco de opções, porém você realmente sentirá grandes diferentes apenas de uma coil de fio simples para uma coil de fio mais complexo como Claptons e Fused Claptons. Qualquer coisa acima disso, fios trançados com nomes esquisitos como Stapled, Staggered, Braided e outros, são saltos bem menores em questão de sabor e podem ser até imperceptíveis para gostos menos treinados.

O tipo de algodão também influencia, mas se nos mantermos naqueles apropriados para vaping, a experiência será bastante similar independente do tipo. O que muda bastante é a forma como o algodão é instalado e aqui existe uma ciência à parte, pois cada modelo de atomizador tem suas particularidades e o melhor é você buscar guias e tutoriais específicos para o modelo que você utiliza.

Seguindo para o último degrau de sabor, temos o aumento do número de coils, onde usamos duas ou mais do mesmo tipo, mas que teoricamente não significa dobrar o sabor. Há que existir um equilíbrio, pois não adianta aumentar muito a potência ou usar um sistema de quatro coils achando que assim você vai vaporizar mais líquido pois chega uma hora que o sistema todo não dá conta do recado ou você simplesmente não tem capacidade de inalar tanto vapor, o que causa spitbacks e até dry-hits.

Tudo isso sem ao menos entrar no terreno do subjetivo, do que é bom para você pode não ser bom para mim e vice versa.

A melhor dica que posso dar é a experimentação, teste sistemas de uma e duas coils, diferentes tipos de atomizadores e não fique apenas em uma configuração de airflow tampouco na mesma potência sempre, afinal de contas existem juices que mudam bastante de acordo com a temperatura do vapor. Existem notas que são mais perceptíveis em potências mais baixas enquanto outras precisam de potências mais altas para aflorar, um mesmo juice pode se comportar totalmente diferente dependendo da potência que você usa, experimente e verá do que estou falando.

E para finalizar, existe uma condição curiosa e meio bizarra, mas bastante real, chamada Vaper’s Tongue ou A Língua do Vaper em tradução livre, que é quando um vaper para de sentir os sabores dos juices. Isso acontece sem razão aparente, pode ser uma condição médica ou apenas um costume do seu organismo que deixa de sentir tanto sabor quanto no começo.

Para resolver, você pode usar alguns truques. O mais comum é dar um choque no paladar, vaporar algum líquido bastante mentolado ou refrescante, chupar limão, tomar água com gás, mastigar gengibre ou cheirar café, este último sendo uma tática usada inclusive por profissionais que provam comidas e bebidas.

Existem também remédios que tiram o paladar das coisas ou até uma gripe pode dificultar que você sinta sabores, o ideal em qualquer circunstância é procurar um profissional médico.

Mais sobre isso em nosso artigo específico sobre o assunto que você pode conferir clicando aqui.

Seja como for, o vapor tem muitas experiências deliciosas que nos ajudam a nos manter longe dos cigarros e hoje o mercado está mais do que nunca oferecendo excelentes alternativas para você tirar o melhor proveito do seu vape, confira nossas análises de líquidos que com certeza terá um que vai lhe conquistar.

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