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Voopoo Drag X

O Vapor Aqui analisa o Drag X da Voopoo, um aparelho híbrido que oferece a possibilidade de ser um MOD e também um POD usando tanto nicotina em baixas concentrações e alta vaporização quanto em altas concentrações e baixa vaporização.

Se você prefere ver o filme ao invés de ler o livro, temos em nosso canal do Youtube a mesma análise em vídeo, que você pode assistir abaixo:

AGRADECIMENTOS


O Drag X foi enviado para nós para uma análise completa, honesta e sincera pela Vape Zone BR a qual agradecemos e pedimos sua reciprocidade em apoiar a marca seguindo-a no Instagram e visitando seu website.

Lembrando que temos cupom de desconto para você aproveitar usando o código VAPORAQUI.

INTRODUÇÃO


A Voopoo é uma das marcas de destaque no mercado vaping e recentemente montou uma linha de aparelhos que tem compatibilidade de coilheads, coisa que facilita muito na hora de manter seus aparelhos funcionando.

Além do Drag X que analisamos neste artigo, temos também análise do Vinci X tanto escrita que você pode conferir clicando aqui ou quanto em nosso canal do Youtube que você pode conferir neste link.

A Voopoo oferece também a série Argus e todos os aparelhos usam a chamada plataforma PNP (Plug And Play), coilheads que servem em todos os dispositivos e que são instaladas apenas por pressão, sem precisar ser rosqueadas.

Uma novidade que falaremos mais pra frente é o sistema de pontos que oferece um ranking mundial em que os vapers podem através do uso do dispositivo conseguir medalhas dependendo do tempo e frequência de uso do aparelho.

ANÁLISE


Recebemos na caixa o aparelho com o cartucho chamado PNP Pod, duas coilheads uma com 0.15 ohms e outra com 0.30 ohms, cabo usb para carregamento e manual.

Nossa versão do aparelho está cor chamada de Mashup enquanto a Voopoo também oferece outras 6 cores chamadas de Marsala, Chesnut, Carbon Fiber, Retro, Classic e Galaxy Blue e informa que outras 4 estarão brevemente disponíveis chamadas de Dark Knight, Iron Knight, Silver Knight e Bronze Knight.

A versão Mashup é bastante sóbria com um tecido que lembra jeans e uma peça de couro preto com a palavra Drag em baixo relevo. Um aparelho muito bonito e sofisticado medindo 95 mm x 32.5 mm x 28 mm e pesando 165 gramas já com a bateria instalada.

O Drag X utiliza uma bateria 18650 enquanto a versão chamada de Drag S possui bateria interna, ambos tem potência mínima de 5 W e máxima de 80 W.

Utilizando o ótimo e já padronizado chip Gene da Voopoo, tem um formato similar a um bastão cuja ergonomia lembra muito qualquer aparelho tipo stick sendo muito agradável no seu uso.

Na parte frontal do aparelho temos de cima para baixo o botão maior de acionamento, uma tela de LCD, dois botões para uso das funções do dispositivo e por último uma porta USB tipo C para carregamento. O uso da USB tipo C é um ponto forte e muito bem vinda pois oferece carregamento muito mais rápido que as portas USB tipo 2.

Na parte debaixo do Drag X temos a porta para instalação da bateria que deve ser inserida com o polo positivo para dentro do aparelho e o negativo encostado na porta.

Sem a bateria, o aparelho tem um barulho ao ser chacoalhado que mostra que a porta da bateria não fica totalmente presa, mas o barulho desaparece após inserida a bateria.

Na parte superior do Drag X temos mais um ponto forte que um tipo de sucessor mais avançado do Vinci X, o controle de fluxo de ar.

No Vinci X, aparelho bastante parecido com o Drag X e que também analisamos, você consegue um controle de fluxo de ar muito mais simples que é fixo de duas formas, mais aberto ou mais fechado dependendo do sentido em que o cartucho é instalado.

Agora no Drag X você tem uma pequena alavanca que fecha e abre o controle de fluxo de ar, permitindo ajustes finos o que é extremamente bem vindo.

O cartucho funciona como um atomizador, sendo reservatório para o líquido com capacidade de 4.5 ml, bocal e deck para instalação da coilhead, o que também acontece com outros produtos da Voopoo, não sendo descartável o que é muito prático e adiciona facilidade no uso.

Poderíamos pensar que isso representaria risco caso ele quebrasse ou trincasse em qualquer parte, principalmente no bocal, onde você seria obrigado a comprar outro, porém ele é feito de PCTG, um plástico que possui a transparência e densidade parecida com o vidro, mas é extremamente resistente a impactos e por isso é utilizado normalmente em garrafas de água porque além disso não possui BPA que é uma substância potencialmente tóxica, o que torna a coisa toda um ponto positivo.

Mas apesar de todas as vantagens, há sim um ponto negativo nisso tudo, que ocorre também com o Vinci X. Infelizmente não é possível instalar uma drip tip diferente, sendo o bocal fixo e sem ajustes.

No caso do Vinci X temos um bocal anatômico que eu particularmente achei muito confortável e encaixa nos lábios, enquanto no Drag X ele é similar a uma drip tip padrão 510 tendo formato circular medindo 13 mm de diâmetro externo e 9.5 mm de diâmetro interno o que é um pouquinho menor que a 510 comum usada em atomizadores normais que normalmente possui 11 mm de diâmetro externo e 9 mm de diâmetro interno.

Apesar disso, achei muito confortável principalmente pelo material PCTG que realmente imita muito bem o vidro.

O cartucho possui 4 imãs que garantem uma conexão excelente e uma fixação bem satisfatória ao aparelho que por sua vez tem um anel interno de metal que serve para que os imãs fiquem bem fixos não importando o sentido de instalação do cartucho, outro ponto positivo.

O orifício de refilamento é fechado com uma borracha de fácil manuseio e com um tamanho generoso que permite o refil usando qualquer tipo de frasco com ponta fina.

A instalação da coilhead é outro ponto positivo pois o sistema Plug and Play adotado pela Voopoo para todos os seus dispositivos permite que ela seja instalada apenas por pressão, sem oferecer qualquer vazamento e sendo muito mais prático que sistemas de rosqueamento.

Falando em coilheads, como vimos, a grande sacada da Voopoo foi estabelecer compatibilidade em praticamente todos os produtos recentemente lançados o que permite utilizar tanto modelos voltados para alta vaporização e uso de nicotina em baixas concentrações normalmente com Freebase quanto aquelas voltadas para o MTL ou baixa vaporização com uso da nicotina Nicsalt.

O problema e talvez o maior ponto negativo é que o Drag X oferece em seu pacote 2 coilheads, uma de 0.15 ohms e outra de 0.30 ohms e ambas são voltadas para o uso de nicotina Freebase ou em baixa concentração pois entregam maior vaporização e esta decisão é no mínimo estranha, para não dizer um completo desperdício.

Ambas oferecem experiências muito próximas, sendo redundantes e com isso a Voopoo deixa de explorar todo o potencial do produto como um sistema híbrido ao não oferecer pelo menos uma coilhead voltada ao MTL. Muito mais lógico seria substituir a coilhead de 0.3 ohms por uma de 0.8 ohms MTL de seu portfólio e assim entregar a seus consumidores um pouco de cada experiência tornando o Drag X um aparelho muito mais completo.

Para provar meu ponto, resolvi testar Nicsalt na coilhead de 0.30 ohms na esperança que ao fechar bastante o fluxo de ar e diminuir muito a potência fosse possível fazer uma espécie de pseudo-MTL, já que ela não é uma coilhead é indicada para isso.

Com era de se esperar, não tive muito sucesso, a começar pelo vazamento de líquido pela coilhead na base do atomizador já que estamos falando de uma mistura menos viscosa com 50% PG e 50% VG.

Além disso, ficou muito forte e impossível de tragar devida a alta concentração de nicotina mesmo ao fechar totalmente o airflow, que apesar de totalmente fechado ainda permite uma passagem restrita de ar e mesmo aplicando a potência mínima de 5 W, a vaporização não foi nada satisfatória.

Isso serviu pelo menos para mostrar que o Drag X não tem um benefício de permitir trocar a coilhead sem precisar retirar o líquido do atomizador, a menos que ele esteja com bem pouco líquido.

Imediatamente após retirar a coilhead o líquido vai vazar pelo bocal e vai fazer uma grande sujeira o que me fez precisar de um pouco de jogo de cintura para não desperdiçar o delicioso juice da Ruthless que eu estava usando para teste.

Apesar da experiência fracassada, também pude descobrir que após lavar o atomizador é muito fácil limpá-lo e secá-lo com um cotonete de algodão pela forma como ele é feito, ponto positivo. Após passar uma água rapidamente pela coil molhada com Nicsalt, foi preciso apenas algumas vaporadas para gastar o juice e aí sim refilar com Freebase de 3 mg.

O Drag X possui um sistema inteligente chamado SMART que identifica a potência mais indicada dependendo da coilhead instalada. Com a resistência de 0.30 ohms o sistema determina 35 W como ideais. Se você tentar aumentar a potência vai conseguir chegar até 40 W e não passar disso. Caso retire o cartucho e instale novamente, o sistema lembra a última configuração e a mantém, mas caso aumente a potência para acima de 40 W sem o cartucho e depois conecte, o sistema SMART vai novamente definir a potência de 35 W.

No caso da coilhead de 0.15 ohms o sistema SMART define inicialmente 65 W, porém não oferece limite permitindo ir até o máximo de 80 W e também lembra qual é a sua opção caso retire o cartucho e reconecte com a mesma coilhead.

O funcionamento do Drag X é muito parecido com o do Vince X e segue o padrão de muitos outros aparelhos do mercado. Para ligá-lo basta apertar 5 vezes o botão de acionamento. Os dois botões menores servem para mudar as funções e principalmente aumentar ou diminuir a potência.

Você pode alterar o sistema SMART para o sistema RBA apertando o botão de acionamento 3 vezes. Com isso você pode ignorar o limite de 40 W da coilhead de 0.30 ohms e ir além disso, pois ele é destinado ao uso com a coil RBA assim como o Vinci X, comprada separadamente, que permite que você instale as próprias resistências. Apenas tenha cuidado ao usar este modo com a coil de 0.3 ohms para não acabar queimando o algodão em potências muito altas.

Além disso, apertando o botão de acionamento ao mesmo tempo que o botão menor superior você trava o aparelho não permitindo acionamentos acidentais, ideal para quando guardado no bolso ou na bolsa. Para destravar basta apertar novamente os dois ao mesmo tempo.

Apertando o botão de acionamento e o botão menor inferior você limpa o histórico de puffs e apertando ambos os botões menores você entra no histórico de puffs dos últimos 14 dias. Ao apertar o botão de acionamento neste modo você tem a informação de identificação do chip e um código que não é claro para o que serve. Para sair desse modo basta apertar o botão de acionamento por 3 segundos ou aguardar alguns segundos.

Como recebemos o aparelho com o sistema com versão de fábrica, a tela de LCD oferece algumas informações diferentes daquelas após a atualização do sistema interno, sendo elas: o modo que o aparelho está usando (SMART ou RBA), a carga da bateria, potência em watts, símbolo de cadeado que indica se o aparelho está travado ou não, letra W para watts, resistência de coilhead, valor de volts, um gráfico com o tempo de puffs e números que indicam o total de puffs.

Nosso Drag X veio com a versão do firmware 1.0.0.0 e para utilizar o sistema de pontuação é preciso realizar a atualização da versão. Para isso você precisa ir até o site da Voopoo, acessar o link de suporte, escolher o Drag X e clicar em Software.

Na lista que aparece, é preciso baixar e instalar o aplicativo “Configuration software (Windows)” e também baixar o firmware mais atualizado. No momento deste artigo a versão mais atual é a 1.0.0.2 e você precisa da JDF Score Version. O porquê? Não sabemos pois não há qualquer informação sobre isso, apenas que os arquivos da versão HC oferecida pela Voopoo não são compatíveis com o software de atualização.

Baixada a versão mais nova JDF, instale o aplicativo de configuração e abra-o. Conecte o Drag X na USB e lembre-se de que você precisará que ele esteja com a bateria cheia, caso o contrário o aplicativo não vai atualizar.

Ao conectar, o programa vai reconhecer o Drag X e você deverá clicar em UPGRADE na parte esquerda da tela. Na parte superior direita clique em CHOOSE, encontre o arquivo de firmware, selecione-o e em seguida clique em DOWNLOAD. Espere o processo acabar e pronto.

Após atualização do firmware, as informações oferecidas na tela de LCD mudam do meio para baixo e agora temos um número grande de 4 algarismos no meio da tela que representa seus “pontos”, logo abaixo o número de puffs e por fim sua medalha referente a quantos pontos você tem.

Sim, a Voopoo criou um sistema de pontuação com diferentes medalhas que vai de “Iron” (ferro) até “King” (rei) para definir quem usa os aparelhos com mais frequência e por mais tempo.

Isso é curioso para não dizer bizarro para um aparelho que deveria ser usado o mínimo possível no intuito de substituir o tabagismo e reduzir danos. Uma empresa estabelecer um sistema que incentiva os consumidores a usar mais até de uma forma competitiva estabelece um ponto bastante negativo senão de pura funcionalidade, no mínimo moral e completamente sem noção.

Ignorando essa péssima ideia, o uso do Drag X requer algumas considerações em seu uso e na experiência que ele entrega.

Usando a coil de 0.15 ohms recebi muito spitback pois sou primariamente um usuário de altas potências, vapor mais quente e airflow mais aberto, sendo minha tragada mais forte para buscar maior volume de vaporização.

Isso mostrou que o sistema não se dá muito bem com esse tipo de situação e foi preciso um pouco de adaptação para tornar a tragada mais leve e corrigir o problema.

Mesmo adaptando para uma tragada um pouco mais leve, o volume de vapor produzido pela coilhead de 0.15 ohms com o airflow todo aberto é bem grande e se comportou muito bem em potências de 60 W até o máximo de 80 W, com o sabor acompanhando o processo, com notas claras e grande intensidade, coisa que eu já havia sentido na análise do Vinci X que utiliza os mesmos tipos de coilheads, sendo impressionante que coisas tão pequenas consigam entregar tanto sabor.

Apenas notei que a bateria esquentou um pouquinho usando em 80 W, mas é normal pois estamos usando o máximo o que não é muito indicado.

O airflow todo aberto é bastante arejado e ideal para usar com 60 W ou mais, ao fechar em 50% o vapor passa a vir um pouquinho quente demais e isso para alguém que está acostumado com potências acima de 100 W em drippers, portanto sugiro testar com potências abaixo dos 45 W caso opte por fechar o airflow pela metade.

Maior restrição de ar não significa perda de sabor e pode até resultar em ganho, já que é preciso um equilíbrio entre a sua capacidade de tragar e a entrega de vapor do sistema, além do que juices reagem bem diferente de acordo com a temperatura escolhida, portanto realize testes até achar a potência ideal dependendo do juice que está consumindo.

Já com a coil de 0.3 ohms o resultado é muito parecido e reforça meu ponto de que é redundante e seria muito melhor receber uma coilhead MTL. O sabor e vapor da coil de maior valor se comporta de forma muito similar, com ótimo sabor e vapor, entregando as mesmas notas e excelente intensidade.

Apesar de não vir com o aparelho pude testar uma coilhead RDL (tragada direta restrita) modelo VM4 de 0.6 ohms também gentilmente enviada pela Vape Zone BR, mas que infelizmente não é a apropriada para MTL, sendo para isso indicados os modelos R1 de 0.8 ohms e o R2 de 1.0 ohms que infelizmente não possuo.

O Drag X pelo sistema SMART estabeleceu potência de 25 W para esta coilhead e utilizando várias configurações de fluxo de ar descobri que deixá-lo totalmente fechado ainda assim oferece ar suficiente para uma tragada média restrita que fica similar a PODS mais arejados e cuja experiência foi boa, mas nada sensacional, apesar de me permitir vaporar Nicsalt sem problemas, coisa que já era esperada pois não é feito para isso, o que é uma pena pois sem ter uma coilhead realmente MTL não posso atestar como a empresa quer realmente entregar uma experiência boca para o pulmão.

CONCLUSÃO


Um excelente aparelho, bonito, sofisticado, ótima ergonomia, chip muito bom, com todas as funções de um MOD de respeito, mas cuja proposta de também querer ser um POD se perde ao não oferecer as coilheads necessárias para isso direto na caixa, entregando um produto incompleto.

Coilheads compatíveis com todos os produtos mais atuais, pequenas e com sabor surpreendente para o seu tamanho, oferece uma experiência bastante satisfatória para quem busca tragada direta e uso de nicotina em baixas concentrações.

Só precisamos ignorar a péssima ideia de criar um sistema de pontos que cria um ranking de quem usa o produto com mais frequência que vai de encontro a qualquer pensamento de redução de danos.

Se o meu Drag X fosse abduzido eu com certeza sairia atrás de um novo e ele entra na minha coleção como um aparelho que me trouxe bastante prazer em usar.

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