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Philip Morris compra 35% da Juul

A gigante Altria, conglomerado empresarial que é dona da marca Philip Morris, comprou por quase 13 bilhões de dólares um total de 35% das ações da Juul, empresa fabricante do cigarro eletrônico tipo pod mais famoso do mercado americano.

Cercada por certa quantidade de polêmica e na mira do FDA, a Juul é uma startup americana baseada em São Francisco que em apenas 1 ano passou de 200 funcionários em Setembro de 2017 para mais de 800 em Setembro de 2018.

Sua crescente e rápida evolução se dá a um produto bem desenvolvido na forma de um cigarro eletrônico de modelo pod, cuja potência reduzida se traduz também em uma maior portabilidade, se assemelhando a um pen-drive estendido.

Mas o sucesso de vendas pode estar atrelado ao tipo de nicotina utilizada, a Nic Salt, cujas características nós já tratamos em detalhes neste artigo. Em resumo, é um tipo de nicotina mais concentrada, que sacia o vício do fumante tanto quando um cigarro convencional, diferente da nicotina Freebase, que era a única consumida até então e cuja absorção pelo organismo era muito menor.

Com o negócio a Altria ganha 35% da empresa líder do setor que conquistou em poucos anos mais de 70% do mercado de cigarros eletrônicos dos Estados Unidos, segmento em que nenhuma indústria tabagista se destacou até hoje.

Do outro lado a Juul ganha a experiência da gigante no mercado global, com benefícios em postos de vendas, marketing e distribuição, mas talvez o mais importante, o poder de lobby e do jogo de cintura necessários para questões mais polêmicas e delicadas, como tratar as críticas e pressões recebidas em consequência da adoção crescente do produto por jovens, o que trouxe muita atenção indesejada da FDA para a empresa.

Apesar de um defensor deste tipo de produto, o Dr. Scott Gottlieb, figura principal do FDA – Agência reguladora americana, já demonstrou grande preocupação com o impacto dos cigarros eletrônicos na vida e saúde dos adolescentes americanos.

A Juul investiu pesado em sua defesa e contratou os melhores lobistas que podia, alegando que a conquista do segmento dos jovens não foi uma estratégia de marketing e sim um acidente, para tanto mudou o nome de vários sabores que soavam apelativos ao público jovem e inclusive retirou vários de sua linha.

O negócio é feito após a Altria amargar a negativa da FDA em relação ao seu iQos, sistema de tabaco aquecido que a empresa pretendia comercializar nos Estados Unidos através da Philip Morris, produto que já faz grande sucesso em mercados como a Europa e o Japão. A empresa continua os esforços para conseguir aprovação para comercializar o produto.

O Vapor Aqui sempre gosta de frisar que cigarros eletrônicos e o tabaco aquecido são métodos de consumo de nicotina com riscos extremamente reduzidos quando comparados aos cigarros convencionais, porém não são produtos saudáveis, sendo indicados apenas para quem é fumante.

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