Antes de mais nada é preciso saber o que é o cigarro eletrônico.

Também conhecido como ecigarette, vaporizador ou abreviado para ecig (entre outros tantos nomes), é um dispositivo que produz vapor inalável com ou sem nicotina apresentando diversos sabores (ex: tabaco, café, frutas, doces, etc.) podendo servir como uma alternativa ao fumante, pois, além de poder entregar nicotina ao organismo, também proporciona sabor e sensação física semelhante a da fumaça do tabaco inalado.

Apesar das similaridades o processo não envolve o consumo de tabaco, nem gera o alcatrão, tampouco há queima ou combustão de material, ocorrendo a transformação do líquido em vapor através de uma resistência interna, por isso dizemos que o ato de se usar um ecig é o de “vaporar” e não “fumar” e que não há produção de “fumaça” e sim “vapor”.

É importante salientar que muitos utilizam o cigarro eletrônico com níveis baixos ou até sem nicotina que é a única substância consumida nos cigarros eletrônicos que pode ter ressalvas, pois vicia, mas não causa câncer apesar de muitas pessoas acharem que causa. Saiba mais sobre a nicotina em nosso artigo sobre a substância.

Apesar do nome, os aparelhos de hoje se distanciam muito do que define um cigarro e há algum tempo que os aparelhos não possuem a mais remota semelhança com um cigarro comum, sendo produzidos nos mais diversos formatos, desde cilíndricos, caixas, até cachimbos, usando diversos tipos de materiais como aço, alumínio, madeira e até mármore e outras pedras.

Anatomia de um cigarro eletrônico


Apesar de inúmeros modelos e opções existentes, todos trabalham com praticamente a mesma tecnologia e funcionam de forma semelhante, sendo compostos pelos seguintes items:

  • A bateria que é protegida pelo corpo do mod e pode ser externa e que funciona basicamente como uma pilha recarregável ou interna que vem dentro do aparelho e não permite que você a troque, apenas que carregue na tomada;
  • Um tank ou atomizador que irá guardar o líquido que será consumido e também transformá-lo em vapor, muitos modelos já possuem esta peça embutida no aparelho, caracterizando um produto “all-in-one” ou kit pronto;
    • Por sua vez o atomizador é dividido em partes: Base do atomizador, coil ou resistência, uma chaminé (normalmente dentro do tubo) e uma “drip tip” nome que se dá ao bocal;
  • O líquido que você irá consumir, com uma determinada dose de nicotina à sua escolha, podendo inclusive ser zero;

Existem muitas opções, aparelhos mais complexos, mais simples, mais e menos seguros, com 1, 2 ou mais baterias, com baterias mais potentes ou mais simples, porém todas as combinações funcionam praticamente da mesma maneira.

Como ele funciona?


Ao acionar o botão de disparo a bateria aplica uma corrente até a resistência que por sua vez transforma esta corrente em calor aquecendo a bobina. Como há um algodão instalado no meio da bobina embebido em líquido, haverá a vaporização deste líquido que o vaper irá inalar comumente chamado de “inhale” (termo inglês que refere-se à inalação). Ao exalar (exhale) logo em seguida, finalizando o processo de uma tragada ou no caso chamado de “vaporada”.

Apesar de existirem diversos tipos de atomizadores, com uma infinidade de combinações de bobinas, tipos de fios, algodão e muito mais, o processo é basicamente sempre o mesmo, alterando apenas a quantidade de vapor produzido, a capacidade do sistema de receber maiores potências e a experiência como um todo, mas sistematicamente tudo permanece da mesma forma.