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Nicotina sintética torna ecigs 100% livres do tabaco

Ao redor do mundo os cigarros eletrônicos estão encontrando barreiras impostas por Governos e entidades anti-tabaco que estão colocando os aparelhos no mesmo patamar que os cigarros convencionais. A interpretação é baseada na presença de nicotina nos líquidos utilizados nos aparelhos, conhecidos como juices, que apesar de não ser obrigatória, está presente na grande maioria dos produtos.

Comercialmente a nicotina é extraída quase exclusivamente da folha do tabaco, apesar de curiosamente termos concentrações até maiores em legumes como berinjelas, tomates verdes e até batatas, mas é na planta do tabaco o melhor custo/benefício na extração e manufatura da substância.

Apesar de completamente diferentes, os cigarros eletrônicos foram recentemente colocados nos Estados Unidos sob as mesmas regras previstas para os cigarros normais porque de acordo com o “Ato de Controle do Tabaco”, uma lei criada pelo Governo Americano e usada como base pela FDA, a agência reguladora americana que atua como a nossa Anvisa, é considerado tabaco “qualquer produto feito ou derivado do tabaco que é destinado ao consumo humano, incluindo qualquer componente, parte ou acessório de um produto para o tabaco”.

Pensando nisso pela primeira vez uma empresa Norte Americana, chamada Next Generation Labs, passou a mirar o mercado dos ecigs com o objetivo de produzir nicotina 100% sintética, o que na teoria poderia separar de vez os cigarros eletrônicos do mundo dos cigarros convencionais, não tendo mais nenhuma relação com eles e consequentemente não podendo sofrer as mesmas sanções.

Não é de hoje que a nicotina pode ser sintetizada e a empresa não é a primeira a fazê-lo, porém sua produção até então não era comercialmente viável por ser um processo caro e pouco prático.

De acordo com a Next Generation Labs, a nicotina sintética possui um sabor mais agradável que a convencional e já está presente em mais de uma dúzia de marcas que a empresa salienta que devem cumprir certas determinações como ter um marketing responsável, não quebrar nenhuma regra de registro de marca, não utilizar de desenhos ou apelos para crianças em seus produtos e não dar amostras grátis, tudo isso pensando em amenizar qualquer atenção que a FDA possa dar à iniciativa.

Fica a questão de onde a nicotina sintética vai se encaixar nas regulamentações uma vez que não é um produto derivado do tabaco, mas que continua altamente viciante e produz várias reações no cérebro e no organismo. A empresa também está inserindo sua nicotina sintética no mercado farmacêutico, quando registrou também um produto chamado Pharmanic, pelo seu potencial no tratamento de doenças como Parkinson e Tourette.

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