Image default
Destaques Notícias

Mentiras e verdades sobre o cigarro eletrônico (de acordo com o Governo)

Em mais um caso de completo desserviço à população brasileira que chega a ser quase criminoso, o Ministério da Saúde lançou uma campanha nas mídias sociais que divulga um artigo ironicamente chamado de “mentiras e verdades sobre o cigarro eletrônico” recheado de informações mal colocadas e tendenciosas à respeito do vaping, quando não completamente incorretas.

É realmente triste ver que o Governo Brasileiro se deixa influenciar por entidades ditas “de saúde” que parecem visar apenas seus próprios interesses ao demonstrar um viés ideológico muito forte e ignorar dados científicos amplamente conhecidos e divulgados ao redor do mundo que vão diretamente de encontro ao discurso que apresentam, causando confusão no público leigo e potenciais danos reais à saúde de fumantes que são mal informados à respeito dos cigarros eletrônicos e perdem a oportunidade de utilizá-los como ferramenta de combate ao tabagismo.

Como resposta, é nossa obrigação passar a limpo o conteúdo, item por item, extraído do artigo original que pode ser encontrado neste link.

Os cigarros eletrônicos fazem mal à saúde?

O SITE DIZ QUE É VERDADE, MAS ELA É APENAS UMA MEIA VERDADE

Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) não são seguros e possuem substâncias tóxicas além da nicotina. Sendo assim, o cigarro eletrônico pode causar doenças respiratórias, como o enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite e câncer.

Extraído do artigo original

É apenas óbvio que qualquer coisa que se inale que não seja AR PURO será prejudicial à saúde. Cigarros eletrônicos nunca foram apresentados como saudáveis e sim uma alternativa muito menos nociva do que o cigarro convencional, sendo indicados apenas para adultos fumantes pois representam um risco pelo menos 95% menor quando comparados com o tabagismo.

Ainda de acordo com o INCA, estudos mostram que os níveis de toxicidade podem ser tão prejudiciais quanto os do cigarro tradicional, já que combinam substâncias tóxicas com outras que muitas vezes apenas mascaram os efeitos danosos.

Extraído do artigo original

O INCA não é um referencial muito bom em relação a análise de estudos científicos. Na audiência da Anvisa em Brasília representado em um palestra ministrada pela Sra. Stella Martins, declarou com todas as letras que escolhem quais são as pesquisas científicas que desejam apresentar, por estarem mais alinhadas com seus pensamentos.

Isso não é ciência, é religião. Se você escolhe a dedo qual pesquisa seguir e apresentar, apenas para defender seus interesses, você está ignorando centenas de outros resultados apenas para defender seu ponto de vista.

Já foi mais do que comprovado que somando todas as pesquisas científicas feitas até o momento, o cigarro eletrônico não é livre de riscos, mas em nenhuma hipótese é tão ou mais prejudicial que o cigarro convencional, sendo pelo menos uma redução de 95% de danos.

Confira o relatório científico de 128 páginas da entidade KAC – Knowledge, Action and Change que produziu conclusões à respeito do assunto através de centenas de estudos científicos.

Os cigarros eletrônicos não causam dependência?

O SITE DIZ QUE NÃO É VERDADE, NESTE CASO ELE ESTÁ CERTO, MAS APRESENTA INFORMAÇÕES ERRADAS!

Por conterem nicotina, os cigarros eletrônicos causam dependência, assim como o tradicional. E a diferença nem está tanto na concentração da substância. Segundo o INCA, foram encontrados nos líquidos utilizados nos dispositivos uma quantidade de 0 a 36 mg de nicotina por mililitro, sendo no cigarro normal permitido apenas 1 mg de nicotina por mililitro.

Extraído do artigo original

Mais uma demonstração de que o INCA gosta de ocultar informações relevantes e sequer conhece sobre o produto que está falando.

Quando foram inventados, os cigarros eletrônicos possuíam concentrações que iam até 36mg em média por conta da baixa vaporização dos líquidos, estamos falando de mais de 10 anos atrás. Hoje, na geração tecnológica atual de aparelhos, os líquidos comerciais possuem no máximo 9mg em sua composição devido à sua capacidade maior de vaporização. Por ser muito alcalina, a nicotina causa um arranhar na garganta e é virtualmente impossível uma pessoa consumir mais do que 9mg nestes aparelhos.

O valor de 6mg de nicotina já causa um arranhar desconfortável e por este motivo o mais comum é a utilização de líquidos contendo em média 3mg de nicotina.

Outra coisa que o INCA “esquece” de mencionar é que a absorção de nicotina através do uso de cigarros eletrônicos é muito menor e totalmente diferente dos cigarros tradicionais que são feitos com milhares de substâncias tóxicas que estão lá para potencializar essa ação e ajudar a nicotina a ser mais rapidamente absorvida.

Um famoso estudo feito na Europa demonstrou duas coisas:

A) Bastam 5 minutos para se atingir um pico de nicotina no plasma sanguíneo através do consumo de um cigarro normal enquanto um cigarro eletrônico só consegue atingir este pico ao longo de 35 minutos de uso;

B) O pico de nicotina presente no sangue é 73% menor no cigarro eletrônico do que no cigarro convencional;

Existe o risco de explosão?

O SITE DIZ QUE É VERDADE, E TEM RAZÃO! MAS TAMBÉM EXPLODEM CELULARES, CARROS, NOTEBOOKS…

Além da intoxicação, existe ainda o risco de explosão. Segundo o estudo Cigarros eletrônicos: o que sabemos? Estudo sobre a composição do vapor e danos à saúde, o papel na redução de danos e no tratamento da dependência de nicotina, elaborado pelo INCA e Ministério da Saúde, os DEF já foram responsáveis por casos de explosões com danos físicos e materiais às vítimas. Os relatos descritos no documento relacionavam o incidente a problemas com a bateria do cigarro.

Extraído do artigo original

Mais uma informação mal colocada e quase terrorista, visando apenas espalhar medo sem explicar nada em um contexto real. Acidentes com explosões são ocasionadas pelo mal uso de qualquer coisa que contenha baterias de alta capacidade.

Produtos que contenham uma fonte de energia volátil podem oferecer riscos de acidentes como é o caso de explosões com celulares que são amplamente divulgados na mídia.

Cigarros eletrônicos utilizam baterias como qualquer outro dispositivo eletrônico e quando mal utilizados podem oferecer riscos de acidentes. Que tal fumar um cigarro enquanto abastece o carro?

Os cigarros eletrônicos ajudam a parar de fumar?

O SITE DIZ QUE É MENTIRA, MAS ESTÁ ERRADO! É VERDADE!

Por também conter nicotina, a dependência permanece. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), não há comprovação de que os cigarros eletrônicos ajudem a interromper o vício. É importante destacar que algumas pessoas podem ainda associar o uso do eletrônico com o tradicional.

Extraído do artigo original

Um dos calcanhares de Aquiles dos grupos que são contra os cigarros eletrônicos são as pesquisas européias que comprovaram que os cigarros eletrônicos possuem até 2x mais chance de auxiliar pessoas a parar de fumar. 

Mas como vimos anteriormente, eles gostam de ignorar alguns estudos científicos que vão de encontro à sua ideologia.

O cigarro eletrônico tem a composição diferente do tradicional?

VERDADE (O SITE ACERTA NISSO, MAS NÃO DEIXA DE FAZER COMENTÁRIOS EQUIVOCADOS)

Os DEFs possuem uma bateria que aquece a solução líquida e que gera o vapor. Por não existir a combustão dos derivados do tabaco, como acontece com o cigarro tradicional, os dispositivos eletrônicos não possuem monóxido de carbono. Além disso, ele também não contém alcatrão na composição.

A ausência dessas duas substâncias colabora com a ideia de que ele é seguro. Mas apesar disso, ainda há a presença de outras substâncias tóxicas e a alta concentração de nicotina, que fazem com que o cigarro eletrônico seja ofensivo.

Extraído do artigo original

Não ter combustão é o principal ponto chave da diminuição de danos e é por isso que são muito menos prejudiciais.

A “ideia” de que os produtos são “seguros” nunca foi difundida pelos fabricantes, não é defendida pelos consumidores e tampouco divulgada por qualquer veículo de mídia que se preze e saiba do que está falando, portanto é interessante ver que este é um ponto que o site tenta rebater, quando na verdade ninguém está tentando defendê-lo.

Cigarros eletrônicos não são saudáveis nem seguros, são muito menos prejudiciais que o cigarro convencional e só devem ser usados por adultos fumantes na substituição do tabagismo.

A comercialização dos DEFs é liberada no Brasil?

MENTIRA (MAIS UM ACERTO DO SITE, MAS COM MAIS COMENTÁRIOS EQUIVOCADOS)

Desde 2009, os cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil pela ANVISA. A justificativa é de que não existem estudos que comprovem a segurança na utilização dos DEFs, além de serem extremamente atraentes para os mais jovens, que tendem a aderir ainda mais ao produto.

Extraído do artigo original

A falta de estudos poderia ser realidade em 2009, mas não é hoje em 2020. Já existem centenas de estudos que comprovam que os cigarros eletrônicos são uma excelente alternativa para adultos fumantes, muito menos prejudiciais que os cigarros convencionais e que possuem quase 2x mais chance de auxiliar no combate ao tabagismo.

Outra informação equivocada é que são atraentes para os jovens. Na Inglaterra, país na vanguarda de pesquisas em relação aos cigarros eletrônicos e que possuem não apenas o comércio liberado, como incentivam os fumantes a fazer a troca, permitindo inclusive a instalação de lojas dentro de hospitais e mesmo assim o índice de interesse de jovens entre 11 e 18 anos nos produtos é de 0.8%, graças à políticas de saúde públicas acertadas e coerentes que foram aplicadas rapidamente quando estes produtos chegaram ao mercado.

Não podemos deixar de falar dos EUA que é um caso amplamente utilizado para atacar os cigarros eletrônicos apontando uma “epidemia” de uso entre os jovens que se mostra bastante diferente quando analisado de uma ótica sem ideologias e pautada em fatos e dados estatísticos.

Devido a ineficiência do FDA – Food and Drug Administration, órgão responsável por regulamentar produtos como os cigarros eletrônicos, de não ter até hoje definido regras claras sobre o comércio, propaganda e uso dos dispositivos de cigarros eletrônicos, realmente gerou um uso maior entre pessoas menores de idade, porém nem de longe tão ruim quanto se tenta divulgar.

Por lá, dos 20.8% dos jovens que são ditos “usuários de cigarros eletrônicos”, 15.5% deste total são jovens que eram tabagistas e portanto realizaram uma troca positiva deixando de fumar e usando um produto pelo menos 95% menos prejudicial.

4.7% deste total são jovens que nunca fumaram, porém utilizam os produtos de forma apenas ocasional, enquanto apenas 0.6% são jovens que nunca fumaram e utilizam os produtos regularmente.

Conclusão

O Brasil é um país extremamente atrasado em políticas de saúde pública em que o próprio Governo age contra os interesses de sua população. Ao redor do mundo há inúmeros casos de sucesso de países que adotaram os cigarros eletrônicos como métodos de apoio aos tabagistas com resultados extremamente positivos em suas vidas e na saúde em geral.

Convido você a conhecer nossa seção de testemunhos e também a assistir o vídeo “Cigarros eletrônicos para novatos” disponível em nosso canal do YouTube.

Artigos relacionados

Carregando...

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência de navegação. Imaginamos que você esteja feliz com isso, mas caso não queira, você pode optar por não aceitar. Aceitar Leia mais

Assine nossa newsletter!

e fique ligado nas novidades

Saiba tudo o que acontece sobre o vaping no Brasil e no mundo. Seus dados não serão compartilhados e só vamos lhe avisar sobre coisas importantes e bem legais!