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Matéria sobre vaping na Você S/A

Mais uma matéria sobre cigarros eletrônicos, desta vez na revista Você S/A com 6 páginas dedicadas ao assunto e infelizmente um artigo que talvez cause mais dano do que aqueles que são descaradamente sensacionalistas, fáceis de descartar pela simples falta de conteúdo.

A jornalista Claudia Branco, uma das responsáveis pela matéria, entrou em contato comigo pedindo informações e durante dias conversamos. Eu passei tudo o que podia para ela no intuito de muni-la com material suficiente para fazer um artigo justo e verdadeiro, desde da diferença de “vaper” pra “vape” até questões como o panorama real do mercado de cigarros eletrônicos no mundo.

Apesar da matéria estabelecer de forma correta o atual cenário brasileiro, com as empresas tabagistas de um lado e as entidades médicas de outro, o principal e mais fundamental ponto foi deixado de lado, que os cigarros eletrônicos em sua esmagadora maioria e os produtos que nós usamos e queremos que sejam comercializados não são da indústria de tabaco.

Na consultoria que ela fez comigo, além da entrevista que aparece na matéria, este foi o ponto que eu mais deixei claro, pois é o alicerce que todas as entidades anti-vaping no Brasil se baseiam na hora de dizer que estes produtos são uma tentativa da Big Tobacco de voltar ao mercado que perdeu sistematicamente ao longo das décadas.

Em toda a minha história no vapor, apenas uma vez eu vi uma publicação em um grupo de Facebook de uma pessoa que tinha dúvidas acerca de um produto de vaping de uma das grandes indústrias tabagistas, o resto como você sabe, são aparelhos fabricados por pequenas e médias empresas na China, sem nenhuma representação mundial, tampouco no Brasil, cujos consumo é defendido por seus usuários e não pelos fabricantes, pois funcionam para parar de fumar, são agradáveis de usar e bem construídos.

Enquanto o tabaco aquecido faz relativo sucesso em alguns países, a tecnologia de vape da Big Tobacco está muito longe de alcançar os dispositivos que os vapers brasileiros, bem como a maioria dos vapers do mundo, usam e querem.

A matéria confunde o leitor e não deixa claro que existe um abismo entre os produtos das indústrias tabagistas e o vaping de verdade, dando a entender que é tudo uma coisa só e que a liberação do comércio de cigarros eletrônicos é um interesse apenas delas e não dos consumidores que já se beneficiam dos aparelhos em larga escala no Brasil, mesmo com a proibição do comércio, optando por descumprir a lei e garantir uma saúde melhor.

Meu sentimento ao finalizar o artigo é de que as entidades médicas estão com toda a razão em defender a proibição e se trata apenas de uma tentativa da indústria tabagista de se manter no jogo, com objetivos puramente comerciais querendo sobreviver apenas para continuar lucrando, mesmo que eles tenham bons argumentos.

Matéria bem escrita, mas com um foco bastante tendencioso, seja por incompetência ou para defender interesses, fica a dúvida.

Confira a matéria na íntegra:

 

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