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Empresa Juul pede desculpas por viciar jovens nos EUA

A Juul é a empresa que conquistou 70% do mercado americano de cigarros eletrônicos com o Juul, um aparelho estilo POD, pequeno, que utiliza nicotina tipo Nicsalt em concentrações que vão até 50mg e que foi responsável por uma epidemia de consumo por jovens nos EUA.

Seu fundador, Kevin Burns, pediu publicamente desculpas à sociedade americana através da rede de televisão CNBC com a frase “Sinto muito” completando “Como pai de uma adolescente de 16 anos, eu sinto muito por ter causado o vício nos filhos desses pais”.

Sua declaração vem num momento de grande pressão do FDA – Federal Drug Administration, órgão regulamentador de produtos como tabaco e remédios, que cobra medidas urgentes para diminuir o problema gerado pela empresa cuja estratégia de marketing ao invés de conquistar adultos fumantes, público para quem o produto originalmente deveria ser destinado, acabou por conquistar muitos adolescentes e não fumantes.

Com o preço de U$ 49,90 o aparelho oferece líquidos com sabores diversos e nicotina de 30mg e 50mg.

Se você acompanha o Vapor Aqui sabe que o vaping é considerado ser 95% menos prejudicial que o fumo e que é uma excelente ideia trocar os cigarros pelo vapor.

Mas quando pessoas que não fumam passam a usar estes produtos, desde que adultos e cientes dos riscos, consideramos que esta é uma decisão de vida como tomar café, comer gordura ou consumir carne vermelha. Não é saudável, mas é uma busca pelo prazer da coisa. Estudos mostram que a nicotina pode ser usada de forma recreativa já que não há nenhum grande problema em seu consumo à longo prazo.

O problema ocorre quando ela é consumida por crianças e adolescentes, pois a substância tem reações indesejáveis no cérebro de pessoas mais novas.

A Juul causou algumas reações bastante importantes, algumas para o bem e outras para o mal. Ao mesmo tempo que divulgou o vapor por toda a América do Norte e pelo mundo, tornando-o mais conhecido e trazendo atenção para o assunto, também criou um grande estigma e manchou a imagem dos produtos, mostrando que oferecidos de forma inapropriada, podem representar riscos para os adolescentes, argumento adotado por todo grupo anti-vaping e pavimentando um caminho de grande resistência por alguns governos na regulamentação dos produtos, sendo o Brasil um deles.

A Altria, dona de marcas como a Marlboro e a Philip Morris, comprou 35% das ações da Juul no começo deste ano.

Espera-se que esta influência seja positiva para os rumos da Juul pois a Philip Morris tem mostrado grande apoio à regulamentação dos cigarros eletrônicos no Brasil e o comércio de produtos de risco reduzido com a preocupação de oferta consciente exclusivamente para o público adulto fumante.

 

 

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