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Chefe da FDA deixa o cargo, o que isso muda para o vapor?

O médico Scott Gottlieb, até então chefe da FDA – Food and Drugs Administration, agência americana reguladora de produtos como os cigarros eletrônicos, está deixando o cargo no meio de uma batalha contra o vaping.

Isso ocorre enquanto o principal projeto de sua agenda, um plano de combate ao uso de cigarros eletrônicos por jovens, é revisado pela Casa Branca, com algumas decisões polêmicas como o banimento de sabores dos líquidos para cigarros eletrônicos.

Várias outras decisões tomadas durante sua participação à frente da FDA levaram a prejuízos da indústria  vaping americana, sempre com o argumento de proteger os menores de idade do vício, o que é louvável e necessário, porém de acordo com críticos muitas vezes aparentando ser apenas uma cortina de fumaça para defender outros interesses, principalmente os da indústria farmacêutica a qual Scott Gottlieb sempre possuiu relacionamento bem próximo, o que era motivo de preocupação.

A declaração oficial diz que Scott Gottlieb deixa a agência para passar mais tempo com a família, decisão que inclusive pegou alguns oficiais da Casa Branca de surpresa. Se este argumento é verdadeiro ou parte de uma manobra política, é impossível determinar no momento, mas o fato é que não há sucessor nomeado e o destino da FDA e sua relação com o vaping está incerta, principalmente acerca de políticas ainda não estabelecidas como a diminuição da quantidade de nicotina nos cigarros convencionais até o mínimo possível e o banimento dos cigarros mentolados.

A FDA vêm travando uma verdadeira batalha contra o vaping em diversas frontes o que tem prejudicado muito o mercado do País, composto primariamente por pequenas empresas e negócios familiares, excetuando-se pela Juul, empresa que se tornou à pouco tempo uma gigante no mercado de cigarros eletrônicos e que teve 35% de suas ações compradas pela Altria, conglomerado que detém entre outras marcas, a Marlboro.

Após sua renúncia, as ações de empresas como a Altria (Philip Morris, Marlboro, etc) e BAT (British American Tobacco, Souza Cruz) subiram 2%.

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