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As diferentes técnicas de se fazer coils

Fazer coils ou bobinas é uma forma de controlar melhor a experiência vaping, obter mais sabor ou vapor, aumentar a longevidade do setup e conseguir outras vantagens quando comparamos com coils prontas ou mais simples.

Então vamos trazer um pouco mais de informação sobre os diversos tipos de coils, como ela são feitas, suas principais características, vantagens e desvantagens.

Apesar de também trazer informações básicas, este artigo apresenta conteúdo avançado destinado à usuários com mais experiência, se quer entender como são feitas as resistências  sugerimos iniciar através deste artigo.

Antes de começar


Para fazer coils mais complexas com qualidade e principalmente segurança, alguns fatores são fundamentais.

Tipos de fio

Neste tipo de coils deve-se usar Kanthal, FeCrAl ou aço inoxidável e apenas no modo power. É possível usar coils mais complexas no controle de temperatura, mas não recomendado por questões técnicas, porque isso pode atrapalhar a leitura da resistência de metais como o níquel e titânio quando misturados com outros materiais, apesar do caso do aço inoxidável permitir o uso em ambos os modos.

Deve-se lembrar também que quanto mais complexa for uma coil mais material ela terá e consequentemente menor será a resistência obtida, o que pode influenciar no valor necessário para o controle de temperatura funcionar ou ainda gerar uma resistência tão baixa que não seja seguro utilizar no modo power.

Há espaço suficiente no deck do atomizador?

É importante verificar o espaço útil que há para trabalhar no deck em que se pretende instalar a coil. Muitos modelos não aceitam coils complexas, com diâmetro interno maior ou uma grande quantidade de voltas e isso apresenta a possibilidade de gerar curtos quando a coil encosta na parte interna da chaminé do atomizador. Normalmente coils mais complexas são indicadas para instalação em drippers, porém muitos atomizadores aceitam builds duplas de clapton coils e similares.

Ferramentas

Como segurança é fundamental, a primeira coisa que é preciso ter é um medidor de ohms. Existem aparelhos que são específicos para atomizadores com conexão 510 como o da primeira foto ou ainda é possível se usar um multímetro e medir a resistência apenas encostando as pontas no negativo e no positivo. Ambos são aparelhos simples e relativamente baratos.

É essencial verificar a resistência da coil instalada no atomizador para garantir que o valor não esteja baixo demais ou para evitar curtos, principalmente se o mod não for regulado.

Um aparelho como o Coilmaster ou Kuro Coil (foto à direita) ajudam na hora de enrolar as coils simples ou até algumas mais complexas como trançadas.

Uma parafusadeira é também indicada para fazer coils trançadas e principalmente Claptons que exigem que um fio seja enrolado em volta do outro. O trabalho é infinitamente mais rápido e com melhor resultado. Preferencialmente um modelo pequeno e sem fio, que possa ser colocado em pé na mesa.

Coil padrão ou simples


A coil padrão ou simples é como o nome já diz e o método mais básico de todos. Você utiliza um fio para dar voltas em um molde que pode ser um equipamento como o Coil Master ou apenas uma chave de fenda ou philips, com diâmetro médio de 2mm até 3mm. O algodão é colocado na parte interna e ela deve ser aquecida uniformemente de dentro para fora para garantir equilíbrio na vaporização.

Micro ou Nano Coil


Idênticas à primeira com exceção do diâmetro que passa a ser menor. Torna mais difícil a instalação do algodão na parte interna podendo ser usado por fora da coil, normalmente encostando na parte de baixo. Pouco utilizada atualmente quando comparada à outros tipos de coils, seu tempo de aquecimento e resistência são menores por possuir menos material.

Paralelas


Dois, três ou mais fios enrolados paralelamente, que podem ser simples ou uma junção de duas ou mais técnicas. Interessante para poder utilizar um fio de pouco diâmetro e criar uma build com menor resistência, obtendo um resultado parecido com a twisted coil ou coil trançada abaixo ou ainda para misturar técnicas completamente diferentes e obter um resultado misto.

Twisted ou trançada


Aqui temos um método mais complexo, porém relativamente fácil de fazer. Trata-se de apenas dois fios trançados entre si. Pode ser feitos manualmente ou com o uso de uma parafusadeira ou furadeira. Basta utilizar uma quantidade mais generosa de fio, dobrá-lo, prender uma das pontas na parafusadeira ou furadeira, segurar a outra e girar até o fio quebrar. Ele normalmente irá quebrar em uma das pontas e não no meio, deixando o material trançado ao máximo.

Apesar de fácil, já aumenta a quantidade de material o que significa uma resistência menor, uma área de contato maior com o algodão e consequentemente mais sabor e vapor, podendo utilizar potências maiores. É o método mais simples dentre os mais complexos, sendo uma técnica de entrada.

Também é útil para transformar um fio muito fino e com resistência muito alta em um fio mais grosso, diminuindo a resistência do material final.

Clapton Coil


A Clapton coil foi inventada por Derek Small, um usuário de cigarro eletrônico que estava vendo seu amigo tocar guitarra e ao observar os fios do instrumento imaginou quanta área útil de superfície aqueles fios enrolados teriam, dai seu nome. Ele usou um fio de Kanthal fino e enrolou em volta de um fio mais grosso, criando a técnica.

Aumenta muito a quantidade de material da coil, sua área de contato com o algodão e principalmente a quantidade de líquido absorvido pelo metal em toda a sua extensão, criando superfície útil muito maior, aumentando considerável o sabor e vapor. É uma das melhores técnicas para utilização em equipamentos mais avançados e relativamente fácil de se fazer uma vez que sejam utilizadas algumas ferramentas e com um pouco de treino.

É virtualmente inviável sem uma parafusadeira ou furadeira. Existem diversos métodos e técnicas para auxiliar na hora de fazer uma Clapton coil, o vídeo abaixo é um dos muitos que você pode encontrar no Youtube.

Híbridas


As coils híbridas são variantes ou a mistura de uma ou mais técnicas, portanto a quantidade de combinações pode ser um pouco exagerada. Apresentamos aqui algumas das mais famosas, caso queira aprender a fazer basta procurar o método no Youtube e com certeza você achará inúmeros guias sobre cada um delas.

Fused Clapton – É uma clapton coil que utiliza dois fios centrais ao invés de apenas um, aumentando ainda mais a área útil da coil. Pela quantidade de material oferece um resultado de resistência muito baixa, sendo indicado apenas para usuários experientes.

Staple coil – Traduzido como “bobina grampeada” porque lembra o formato de um grampo de grampeador, ela é uma coil com diâmetro maior porque utiliza 3 ou mais fios internos, deixando de ser uma “simples” clapton.

Stapled Staggered Coil – Pegue um par de clapton coils em paralelo e faça voltas nas duas intercalando cada volta em cada um dos fios, enfim, veja a imagem que fica mais fácil de entender.

Alien clapton – Faça uma clapton coil normalmente, desfaça esticando parcialmente o fio e depois use o resultado para fazer tudo de novo. Ao desfazer a clapton apenas parcialmente, o fio fica sinuoso e ao enrolar novamente o resultado é o da imagem.

Ribbon wire – Não é uma técnica propriamente dita e sim um tipo de fio achatado, dai seu nome “ribbon” que significa “fita” em inglês. Usado em qualquer tipo de build ele pode ser misturado com fio normal para obter todo tipo de resultado.

Conclusão


É considerado que há um perceptível ganho de sabor entre uma coil normal e uma Clapton, mas o salto não é o mesmo quando se passa a usar coils mais complexas como Fused ou Staggered, portando o ganho de desempenho não é proporcional ao trabalho necessário. Dito isso, a feitura de coils tornou-se um passatempo e uma cultura ao redor do mundo do vaping inclusive com campeonatos e profissionais da área, algumas sendo verdadeiras obras de arte.

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