Image default
Notícias

Apoie a ideia legislativa ou torça pra elas

Você já apoiou a ideia legislativa que defende a discussão de uma potencial regulamentação do comércio de cigarros eletrônicos no Brasil?

Ainda não? Então clica aqui e apoie!

Já apoiou? E compartilhou com a sua família e amigos? Na linha do tempo do seu Facebook? E no seu Insta? No Twitter?

Se você não sabe do que estou falando, deixa eu explicar.

O trabalho de um Senador é criar projetos de lei e apresentá-los para discussão no Senado. Se for bacana o projeto é aprovado e vira lei. Só que não é apenas um Senador que pode fazer isso, qualquer pessoa pode ir até o portal da Ideia Legislativa do Senado e apresentar uma ideia legislativa online que funciona como um abaixo assinado. Se tiver um apoio popular de mais de 20.000 assinaturas, segue pro Senado pra discussão, como se fosse o projeto de um senador.

Ano passado eu fiz uma dessas e pensei que seria moleza conseguir 20.000 assinaturas já que só o Vapor Aqui consegue mais do que isso em visitas mensais e no maior grupo de Facebook temos mais de 17.000 pessoas, mas que nada, conseguimos pouco mais de 2.000. Duas mil! Na época fiz até um artigo meio ácido sobre o assunto, indignado que fiquei. Mas ok, confesso que não fiz grande campanha.

Passado um tempo, surgiu outra ideia igual, com o mesmo texto inclusive, de um vaper que não conheço, mas a ideia também foi adotada por toda a comunidade e principalmente pelo meu amigo Elson, que não tem site, não tem canal de Youtube, não é administrador de grupo, é apenas um vaper que parou de fumar por conta dos cigarros eletrônicos e quis usar seu tempo e esforço para coordenar apoio à essa ideia.

E que apoio amigos, só posso imaginar quanta energia ele gastou com horas de conversa pelo Facebook e Whats App cujo resultado foi um apoio massivo de praticamente todos os Youtubers nacionais que fizeram um ou mais vídeos apoiando a iniciativa, além de divulgação em todos os grupos revelantes no Facebook, uma campanha brilhante e incansável que coordenou esforços inclusive entre Youtubers internacionais com apoio de nomes de peso como o Youtuber americano Grimm Green (385 mil inscritos), o Youtuber Português Daniel do canal DJLsb Vapes (233 mil inscritos) e o Espanhol El Mono Vapeador (324 mil inscritos), com menções honrosas ao Português JB Digit que conseguiu envolver Dimitris Agrafiotis (grego defensor do vapor e muito influente no meio) e Phil Busardo que é sem dúvida um dos mais antigos e conceituados Youtubers da comunidade vaper mundial, todos unidos em apoio ao Brasil e à ideia legislativa, fazendo chamadas em seus vídeos e sites.

Resultado? Entramos em Dezembro cuja data final de votação é dia 27 com pouco mais de 12.000 assinaturas, não muito mais da metade do que precisamos e temos menos de 30 dias para praticamente dobrar esse resultado.

Desculpe, mas é vergonhoso. É vergonhoso porque só no maior canal de Youtube brasileiro sobre vapor temos mais de 42.000 inscritos. Somados todos os grupos de Facebook temos fácil mais de 45.000 pessoas e mesmo que tenha gente que participe de vários grupos ao mesmo tempo, ainda assim é de se perguntar: Onde está esse povo?

Não sei, mas sei que agora só nos resta torcer pela Philip Morris.

Isso mesmo, goste ou não, a responsabilidade acaba sobrando na mão das indústrias tabagistas que hoje querem que o Brasil regule o comércio dos cigarros eletrônicos e já faz algum tempo que estão investindo pesado nisso.

Logicamente isso é para a própria sobrevivência de seu negócio que amarga perdas de vendas ano após ano, agravado pelo fato de que o mercado de cigarros no Brasil, cuja maior fatia é da Souza Cruz, é composto por incríveis 54% de produtos contrabandeados, que inclusive foi motivo de artigo sobre o assunto aqui no Vapor Aqui através desta matéria. Mais da metade do comércio brasileiro de cigarros não leva lucro às empresas da indústria tabagista e não recolhe 1 centavo de imposto.

O Brasil é um mercado bilionário à mercê de quem chegar primeiro, com um potencial de mais de 20 milhões de novos consumidores, número aproximado de fumantes em território nacional de acordo com este artigo do portal do Governo Brasileiro que indica que o país está em oitavo lugar no ranking mundial de fumantes.

Dentre as três empresas mundiais, a pioneira no comprometimento público com a causa da redução de riscos é a Philips Morris que desde 2017 entrou em uma grande campanha para “largar os cigarros” e dentre outras tecnologias como vaporizadores, aposta também em sua solução de tabaco aquecido com o iQos. A empresa já vem modificando fábricas e alardeando ao mundo que deseja definitivamente parar de fabricar cigarros. Enquanto isso, BAT (British American Tobacco, Souza Cruz aqui no Brasil) e JTI (Japan Tobacco International dona de marcas como a Camel e Winston) também possuem produtos na mesma linha, mas ainda não assumiram um compromisso tão definitivo.

Se você acha que torcer para que a Philips Morris e a Souza Cruz é um exagero então estou esperando pra saber qual é a alternativa, pois nossa comunidade não consegue se levantar a ponto de fazer alguma coisa à respeito.

Não há um movimento centralizado para a defesa do cigarro eletrônico no Brasil como produto ou sequer como método anti-tabagista, o mercado mundial é composto por centenas de pequenas e médias empresas Chinesas que fabricam os aparelhos e não demonstram qualquer interesse em vir aqui discutir leis com nosso governo, portanto não espere que a salvação venha da Smok.

Quando falamos em líquidos, os chamados juices ou e-liquids que consumimos, outra fatia bilionária do mercado, a coisa piora muito já que estamos nos referindo à um mercado dividido entre milhares senão dezenas de milhares de micro empresas ao redor do mundo sem qualquer representação centralizada.

Nos EUA onde o comércio de cigarros eletrônicos é liberado e regulado, ainda há muita briga por uma série de questões como a ameaça de proibição dos sabores dos líquidos além de regulamentos que prejudicam os pequenos empresários, fora a preocupação com o vício dos jovens e cabe à comunidade vaper, principalmente um punhado de militantes cuja maioria é composta de Youtubers, para criar chamadas para ação, abaixo-assinados e outras atitudes que defendam seus objetivos. Por mais estranho que possa parecer, os cigarros eletrônicos provavelmente sejam o único produto que é defendido por seus consumidores e não por seus fabricantes.

E agora? Agora é fazer um último esforço na tentativa de conseguir as assinaturas e dar um importante passo para sermos ouvidos, ou sentar, relaxar e deixar tudo na mão da indústria tabagista, que com certeza vai pensar nas nossas necessidades na hora de negociar a forma como os cigarros eletrônicos serão liberados no Brasil não é mesmo?

Artigos relacionados

Carregando...

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência de navegação. Imaginamos que você esteja feliz com isso, mas caso não queira, você pode optar por não aceitar. Aceitar Leia mais

Assine nossa newsletter!

e fique ligado nas novidades

Saiba tudo o que acontece sobre o vaping no Brasil e no mundo. Seus dados não serão compartilhados e só vamos lhe avisar sobre coisas importantes e bem legais!