Image default
Notícias

9 de Setembro será o fim do vape nos EUA?

O título pode parecer exagerado, mas a situação do vaping nos Estados Unidos está na beira do abismo. No dia 9 deste mês de Setembro termina o prazo para a aplicação do PMTA, iniciativa do Governo que pode acabar com 90% do mercado americano de cigarros eletrônicos.

Confira esta notícia também em nosso Youtube

O FDA – Food and Drug Administration é o órgão que regulamenta produtos como tabaco e derivados assim como faz a Anvisa no Brasil. Em 2016 a agência criou regras para produtos de cigarros eletrônicos e uma delas foi o PMTA – Premarket Tobacco Application que define que cada produto deste mercado deve passar por exaustivos testes científicos para garantir a proteção adequada à saúde pública cujo prazo para cumprimento desta regra termina dia 09 de Setembro.

Na teoria isso é ótimo, mas na prática é bem diferente. Apesar de não possuir tabaco em sua composição, todos os produtos de cigarros eletrônicos foram categorizados como “produtos de tabaco” o que torna obrigatório que fabricantes, independente de seu tamanho, façam um registro individual de tudo o que desejam comercializar em território americano.

O problema é que o custo de cada registro é estimado entre U$ 117.000 a U$ 466.000, porém muitos acreditam que estas estimativas estejam abaixo do valor real que deve ultrapassar U$ 1.000.000 por produto.

No caso de líquidos para cigarros eletrônicos, um mesmo produto de um determinado sabor, morango por exemplo, precisaria ter um registro pra cada concentração de nicotina. Normalmente estes produtos são oferecidos em 3 concentrações diferentes: 0 mg, 3mg e 6 mg o que permite que as pessoas adaptem seu consumo e mantenham níveis adequados para manter-se longe dos cigarros.

Desta forma o custo de registro de um único produto torna-se algo impagável para um mercado composto por 90% de micro e pequenas empresas, muitas vezes familiares.

Várias marcas conhecidas estão vindo à público informar a seus consumidores que vão parar de fabricar a maioria de seus produtos e conseguirão registro de apenas alguns sabores.

Este cenário permite que façamos algumas previsões. A primeira é que haverá uma escassez de produtos e consequentemente um risco de muitas pessoas migrarem dos cigarros eletrônicos para o fumo convencional, pelo menos 95% mais prejudicial.

A segunda previsão é que provavelmente as empresas que dominarão o mercado são aquelas que tem capacidade para pagar processos tão caros, mais precisamente as indústrias tabagistas, fechando milhares de negócios menores.

Uma terceira previsão bastante plausível é a criação de um grande mercado negro com produtos sem controle sobre a qualidade de produção e higiene, expondo os consumidores a riscos.

É possível ainda haver um efeito cascata onde as empresas que comercializam os insumos necessários para a produção dos líquidos para cigarros eletrônicos também sofram e diminuam seu leque de produtos, causando um impacto mundial em fabricantes de outros países que dependem destes insumos para fabricar seus líquidos.

Ao que tudo indica o futuro para o vaping é incerto e ao que tudo indica caminha para o pior o que é uma pena já que são produtos cientificamente comprovados ser pelo menos 95% menos prejudiciais que o tabagismo e terem quase 2 vezes mais chance de auxiliar pessoas a parar de fumar quando comparados com os métodos clássicos como adesivos, gomas de mascar e remédios.

Artigos relacionados

Carregando...

Este site utiliza cookies para melhorar a experiência de navegação. Imaginamos que você esteja feliz com isso, mas caso não queira, você pode optar por não aceitar. Aceitar Leia mais