Básico do básico: Primeiro uso de um aparelho


Este artigo tem caráter meramente informativo e hipotético do que é necessário para o uso de um aparelho de cigarro eletrônico pela primeira vez.

Não será objetivo se aprofundar muito em assuntos específicos como tipos de fios, como montar sua resistência, segurança de baterias, entre outros. A ideia aqui é um artigo mais superficial (mas não deixando de ser completo) para mostrar como é o uso de um aparelho.

Artigos complementares


Segue uma lista de artigos indicados para quem quer saber mais sobre as informações mais básicas sobre os cigarros eletrônicos:

O que consiste um kit de cigarro eletrônico?


Para dizer que um usuário possui um cigarro eletrônico pronto para uso é preciso de 5 coisas:

O aparelho


Todo o aparelho chamado “regulado” (que possui um chip de controle e normalmente tem uma tela de LCD com informações) funciona praticamente da mesma forma.

O básico é um botão de “mais”, um de “menos”, um botão de disparo e às vezes um terceiro botão para configurações.

A esmagadora maioria dos modelos tem esse formato, mas mesmo que existam botões adicionais, painel de LCD touchscreen e outras firulas, o básico será o mesmo.

 

O atomizador


Atomizadores são os tanks, as peças que vão rosqueadas na parte superior do aparelho, chamada de “rosca 510”. Existem vários modelos, com reservatório, sem reservatório, siglas como rta, rda, rdta, cada tipo com seus prós e contras.

Dentro do atomizador fica instalada a coil head que é uma resistência pronta e é substituída quando a que estava instalada ficar ruim. Também é possível usar resistências próprias. Leia o próximo item e entenda melhor.

 

 

Coil head/resistência


Seja uma coil head pronta (na direita da imagem) que basta rosquear na base do atomizador e utilizar, substituindo quando ficar com gosto ruim ou a chamada base RBA que significa base de reconstrução (na esquerda da imagem) que permite a instalação de resistências enroladas e feitas pelo usuário, o processo sempre será o mesmo. O fio de metal vai aquecer e vaporizar o líquido que estará no algodão.

 

 

 

A bateria


A bateria é a fonte de energia do aparelho e é o principal motivo de preocupação com a segurança. Temos aqui no site um artigo bem completo sobre baterias.

Guia definitivo sobre baterias para que você não se exploda

Se há alguma chance de acidentes, é por causa delas, portanto só compre as recomendadas e com procedência para evitar falsificações.

 

 

O juice


É o líquido que será consumido, pode ser comprado pronto ou ser feito em casa, temos este artigo no site que fala sobre o assunto.

Juices são feitos de PG – Propilenoglicol, VG – Glicerina Vegetal, essências de sabor e opcionalmente nicotina.

 

 

 

Tirou da caixa? Vamos carregar as baterias!


O primeiro passo é carregar as baterias. O ideal é que seja utilizado um carregador externo das marcas indicadas como Nitecore, Efest, Fenix. No começo e por curto período é possível usar o próprio mod. Se o aparelho for de apenas uma bateria é menos problemático, mas se forem duas ou mais é preciso se preocupar com pareamento, coisa que também explicamos no nosso super artigo sobre baterias.

Cuidado com carregadores chamados “turbo” normalmente usados em celulares, o ideal é que você utilize no máximo aqueles que apresentam 1 ampere, já vimos casos de aparelhos queimados porque o carregador entregava uma corrente muito alta. Os carregadores próprios possuem benefícios como curva de carregamento (carrega mais rápido no começo e vai diminuindo quando a bateria passa a ficar cheia) o que aumenta muito a vida útil das baterias, coisa que os mods não fazem. De acordo com especialistas é possível usar até 2 amperes de corrente, mas também é consenso de que quando mais lenta a carga, menos desgaste elas terão.

Se precisa carregar pelo mod, pelo menos não carregue pela USB do computador, mas compre um carregador o mais rápido possível, custa em média R$ 100,00 e pode te proteger de acidentes graves e vai dar muito mais tempo de vida para suas baterias.

Vamos limpar e preparar o atomizador


Nunca se sabe como foi o processo de logística de seu atomizador antes de ele ir para dentro da caixa. Não raro são encontrados resquícios de óleo de máquina, então o ideal é limpá-lo antes de começar a usar. Se já tiver alguma coil head pré instalada, retire pois não queremos molhar o algodão e estragar a coil.

Cada modelo possui um modo diferente de desmontar, na dúvida sugerimos que procure no Youtube e assista algum vídeo. Se alguma parte do atomizador estiver presa, temos várias dicas boas neste artigo para que você não arrisque estragar seu atomizador.

Desmonte toda a peça e limpe com água corrente e sabão neutro. Eu gosto de usar uma escova de dentes velha para suavemente escovar o atomizador e tirar qualquer sujeita dos cantos e fendas.

Você pode aumentar a eficácia da limpeza contra germes e bactérias utilizando água quente fervida e álcool isopropílico, álcool de cereais ou vodka barata. Cuidado ao usar água quente pois se houver um choque térmico com peças geladas, pode derreter alguma borracha, trincar vidros e outros produtos. Na dúvida, água e sabão neutro servem.

Depois de limpo e seco, está na hora de montar tudo de novo, mas antes de fechar precisamos fazer um “prime” na coil. O termo americano “prime” significa molhar o algodão da coil head com um pouco de juice para evitar que nos primeiros acionamentos ele não consiga puxar líquido para ser corretamente saturado e acabe queimando, o que é bem comum na mão de novatos que esquecem desse detalhe e já estragam suas coils na primeira utilização.

Aplique poucas gotas diretamente dentro da coil head e no algodão interno, até ela ficar saturada, mas não exagere, seguindo o quadro ao lado.

Esse processo serve para qualquer coil head e deve ser feito apenas uma vez, antes da primeira utilização daquela resistência.

Preste atenção no tipo de coil head que está instalando. Vários atomizadores hoje em dia oferecem modelos diferentes, com tipos de fios como Kanthal, Níquel puro, Titanium e Aço Inoxidável. Cada fio tem suas características e alguns devem ser usados em modos específicos, vamos precisar saber o tipo de coil head para depois configurar o mod.

Mais sobre isso você pode aprender em nosso artigo sobre como fazer sua própria resistência.

A hora de ligar e configurar o aparelho


Depois de preparar o atomizador e rosqueá-lo no mod, está na hora de ligar o aparelho e configurá-lo corretamente. 

Praticamente todo aparelho liga ao se pressionar por 5x o botão de disparo em rápida sucessão. 

Cada empresa utiliza um modelo de chip diferente, portanto você precisará acessar o site do fabricante, consultar o manual ou ainda assistir um vídeo no Youtube e acompanhar alguma análise para saber como usar seu mod. Sabemos que manuais chineses podem ser bem ruins, mas provavelmente algum Youtuber já fez um vídeo com seu aparelho e vai mostrar seu funcionamento em detalhes.

Alguns comandos costumam ser universais ou pelo menos mais comuns entre os aparelhos:

  • 5 cliques para ligar / 5 cliques para desligar;
  • 2, 3 ou 4 cliques para entrar em algum tipo de menu ou opção de configuração;
  • Botão de + para aumentar e – para diminuir números como potência, temperatura, etc;
  • Dentro dos menus, + e – fazem você mudar de opções;
  • Mantendo pressionada alguma combinação de botões por alguns segundos costuma ser o modo para acessar algumas funções. Normalmente a combinação de disparo e botão de + ou botão de – serve para bloquear o dispositivo (o botão de acionamento fica travado, para guardar no bolso por exemplo e não arriscar acionar sem querer), entrar no modo stealth (aparelho continua funcionando, mas sem acionar a tela de LCD, ficando mais discreto), entre outras coisas que você deverá buscar no manual para saber como configurar e usar;

Em questão de configuração para o uso propriamente dito só precisamos realmente nos preocupar em setar o modo e escolher a potência e/ou temperatura.

Todos os mods mais atuais possuem dois modos de utilização, potência e controle de temperatura.

Sugerimos que você acesse este artigo que explica em detalhes a diferença desses modos para aprender o que esta fazendo com detalhes, vai enriquecer bastante sua experiência com o vapor. 

Em um breve resumo, você pode intercalar entre o chamado modo POWER e o modo TC tomando os seguintes cuidados:

Modo POWER – Fios que podem ser utilizados: Kanthal, FeCrAl, Nichrome e Aço Inoxidável.
É o mais simples dos dois modos. Ele alimenta a resistência com uma determinada potência em watts e assim vaporiza o líquido do algodão. Em alguns casos os aparelhos possuem opção de pre-heat que significa utilizar uma potência maior por curto período apenas para o começo da tragada, pois a coil em temperatura ambiente precisa de uma potência um pouco maior para esquentar pela primeira vez.

Exemplo 1 sem pre-heat: Quando acionado o mod lança uma potência de 50W diretamente para a resistência.
Exemplo 2 com pre-heat: Quando acionado o mod lança uma potência de 70W por apenas 1 segundo para pré-aquecer e em seguida cai para os 50W nominais. 

A utilização de pre-heat depende se o seu aparelho permite, consulte o manual ou a página do fabricante para descobrir se ele possui e como usá-lo.

Modo Controle de Temperatura – Fios que podem ser utilizados: Titanium, Níquel puro e Aço Inoxidável.
Aço Inox é o único fio que pode ser usado em ambos os modos. Este modo é um pouco mais complexo pois ele possui duas configuração a determinar.

A primeira é a temperatura máxima desejada que costuma ir de 100º a 350º dependendo do aparelho e a potência em watts que se deseja utilizar para se chegar nessa temperatura, que costuma ser de no máximo 75W, mas também pode mudar dependendo do dispositivo. Quanto maior a potência determinada, mais rápido a temperatura chegará no valor que você determinou como máximo.

Uma vez atingida a temperatura desejada, o aparelho passa a controlar essa temperatura, criando pulsos que não permitem que se ultrapasse o valor informado.

Isso é bom por alguns motivos: se não passarmos de uma determinada temperatura, o algodão não irá queimar. A experiência de vapor é diferente, sendo preciso experimentar para entender a diferença. Também é dito que este modo tem menos chance de ser prejudicial, pois existem teorias que dizem que os metais que usamos, quando chegam a temperaturas muito elevadas, podem criar compostos nocivos.

Exemplo 1: Quando acionado o mod lança uma potência de 50W na resistência até atingir 200º então ele passa a acionar em pulsos, tentando manter aquela temperatura em equilíbrio pois quando você puxa o vapor consequentemente resfria a coil pelo ar puxado.
Exemplo 2: Quando acionado o mod lança uma potência de 70W até atingir 300º. Uma potência e temperatura mais altas significa que o vapor virá mais quente mais rapidamente.

O tipo de coil head define o modo que você irá usar


Como vimos, as coils heads podem ser de vários tipos de fios. A informação quase sempre está escrita na lateral da própria coil head e também no manual do aparelho. Se você estiver usando coils próprias, pré-enroladas ou ainda enrolando e fazendo manualmente, você precisa só saber qual é o tipo de material que está usando.

Alguns exemplos:

As duas das esquerda são coil heads, já vem prontas com resistências e algodão instalados. Ficou com gosto ruim ou queimou? Joga fora e instala outra.

Já as duas da direita são bases que permitem a instalação de resistências diversas.

Apesar da diferença entre os modelos, em todos é preciso saber o tipo de fio usado para saber o modo que vamos utilizar o aparelho. Relembrando: Kanthal, FeCrAl e Nichrome devem ser usadas exclusivamente em modo power enquanto Níquel puro (também conhecido como Ni200) e Titanium exclusivamente no modo controle de temperatura. O Aço Inoxidável é o único metal que pode ser usado nos dois modos, POWER e Controle de Temperatura.

Dicas e considerações finais


Se você seguiu esse guia até aqui provavelmente está conseguindo vaporar tranquilamente com seu novo vape, mesmo assim seguem algumas dicas:

  • Sempre compre coil heads antecipadamente para evitar descobrir que não tem mais nenhuma na hora que for trocar;
  • Apesar de não ser indicado, é possível limpar as coil heads e reaproveitá-las. Consulte este vídeo para saber como fazer;
  • Não há fórmula para saber quando está na hora de trocar a resistência. No geral, troca-se quando o sabor fica ruim;

O foco deste artigo foram dicas iniciais para primeira utilização de um aparelho, normalmente um kit, cujo atomizador utilize coil heads ou resistências prontas. 

Existe muito mais o que aprender e outras opções para vaporar, atomizadores com decks para reconstrução, drippers de vários estilos, resistências complexas com vários tipos de fios diferentes, Claptons, Fused Claptons, Alien Coils e muito mais. 

Para saber mais sobre os tipos de coils leia este artigo e para saber que tipo de algodão e outros materiais podemos usar nos atomizadores, leia este artigo.

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